Por Jason Szep e Vithoon Amorn BANGCOC (Reuters) - Mais de 50 mil manifestantes desafiaram as ordens de deixar o bairro comercial da capital da Tailândia neste domingo, apesar as ameaças de prisões em massa, aumentando as adesões na quarta semana de manifestações de rua contra o governo.

Mesmo com as constantes advertências de que poderiam passar até um ano na cadeia, os manifestantes "camisa vermelha" pareciam engajados em continuar acampados em uma região cercada por lojas de departamento de luxo e hotéis cinco estrelas em Bangcoc pela segunda noite consecutiva.

O primeiro-ministro chamou o protesto de "ilegal". Entretanto, não haviam sinais de que as forças de segurança iriam dispersar os camisas vermelhas, de maioria rural e da classe trabalhadora, que afirmam que não sairão até que o Parlamento seja dissolvido e novas eleições sejam convocadas.

Abhisit não deve usar a força para dispersar a multidão, disse o líder do grupo Jatuporn Prompan em um palco improvisado. "Se balas forem disparadas, será um desastre para ele."

Os camisas vermelhas, partidários do premiê deposto Thaksin Shinawatra, sugeriram que podem aumentar a área da manifestação para outras partes da cidade na segunda-feira. No momento, os protestos ocupam o centro de compras e a ponte Phan Fah, em Bangcoc.

O vice-primeiro-ministro Suthep Thaugsuban disse que o governo deve conseguir uma ordem judicial na segunda-feira, visto que o protesto viola a Lei de Segurança Interna, imposta no mês passado.

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