Manifestantes deixam Parlamento tailandês, mas prometem voltar

Bangcoc, 31 dez (EFE).- Os detratores do novo Governo da Tailândia fizeram hoje uma pausa nos protestos por ocasião das celebrações de Ano Novo, mas prometeram retomar as manifestações em 2009, para pedir a convocação de eleições.

EFE |

Milhares de seguidores do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe de Estado militar em 2006 e foragido da Justiça tailandesa, se retiraram hoje das cercanias do Parlamento após fracassarem na tentativa de impedir que o novo premier, Abhisit Vejjajiva, expusesse seu programa político aos deputados.

"Faremos uma pequena festa antes da meia-noite e depois nos dispersaremos para que cada um tenha tempo de celebrar a chegada do ano novo da sua maneira", explicou ontem Veera Musigapong, um dos líderes dos manifestantes.

Misigapong também assegurou que seus correligionários, vestidos com camisas vermelhas e agrupados sob o nome de Aliança Democrática contra a Ditadura, retornarão em 2009 para protestar contra o Executivo, ao que acusam de "ter chegado ao poder através de um golpe de Estado encoberto".

Vejjajiva, que foi eleito chefe de Governo em 15 de dezembro, pronunciou seu discurso na sede do Ministério de Assuntos Exteriores ontem, após burlar o cerco dos ativistas, que no dia anterior tinham impedido que anunciasse seus planos de ação de Governo na Câmara.

O discurso é um requisito estabelecido pela Constituição para que o Governo possa administrar de forma oficial o país, imerso em uma crise política sem precedentes. EFE tai/rr

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