Manifestantes atiram sapatos em boneco de Bush em frente à Casa Branca

Washington, 17 dez (EFE) - Um grupo de pacifistas se concentrou hoje em frente à Casa Branca para pedir a libertação do jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi, atirando sapatos em um boneco do presidente George W. Bush.

EFE |

A organização Code Pink, conhecida por suas ações contra o conflito do Iraque, organizou um ato em frente à residência presidencial para se solidarizar com Zaidi, que permanece detido desde domingo, quando atirou os sapatos no líder americano em uma entrevista coletiva.

"Em nome dos cidadãos americanos", "por tudo o que fez", "criminoso de guerra", gritavam os que participaram da manifestação.

Os representantes da Code Pink exigiram a libertação do jornalista, pediram o fim do conflito do Iraque e levaram um pedido às autoridades internacionais para que Bush seja julgado por crimes de guerra.

"Viemos aqui para nos solidarizar com o jornalista, para mostrar a todo o mundo que somos contra desta invasão ilegal do Iraque que começou em 2003", disse a ativista da Code Pink, Medea Benjamin, no ato.

Ela afirmou que a ação do jornalista "representa o sentimento de milhões de pessoas nos Estados Unidos", que não concordam com a guerra, e considerou que Zaidi "deveria ser libertado imediatamente e sem acusações".

Benjamin manifestou preocupação com o jornalista, que "foi detido, agredido e poderia passar vários anos na prisão", enquanto, em sua opinião, Bush é quem deveria estar preso.

Os ativistas também carregaram várias caixas de sapatos com os nomes dos iraquianos que morreram "na guerra de Bush" e que foram enfileirados em frente à Casa Branca.

Com este ato simbólico, desejavam representar todas as pessoas que morreram desde que começou a invasão do Iraque, em 2003, disse à Agência Efe Gael Murphy, uma ativista da Code Pink.

"Queremos lembrar a George W. Bush que o lançamento do sapato de Zaidi tem outro significado", disse.

"Estes sapatos simbolizam as pessoas reais, homens, mulheres e crianças que morreram devido às políticas desta Administração", acrescentou Murphy.

"Bush é diretamente responsável por 1,5 milhão de mortos iraquianos e 5 milhões de deslocados, além de mais de quatro mil soldados americanos", disse Murphy, afirmando que, por isso, deveria ser julgado.

Também participou do ato Geoffrey Millard, da associação de veteranos do Iraque contra o conflito, que agradeceu a ação do jornalista que, em sua opinião, "falou por todos que são contra a ocupação do Iraque". EFE elv/db

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