Manifestantes árabes exigem resposta a ataques de Israel a Gaza

Por Aseel Kami e Sabah al-Bazee BAGDÁ (Reuters) - Manifestantes árabes queimaram bandeiras de Israel e dos Estados Unidos neste domingo e exigiram uma resposta mais forte de seus líderes aos ataques israelenses a Gaza.

Reuters |

"O silêncio árabe está por trás dos bombardeios", dizia um cartaz sustentado por uma das milhares de pessoas que protestavam na cidade de Samarra, ao norte de Bagdá.

Os ataques israelenses, alguns dos piores em 60 anos de conflito entre Israel e Palestina, enfureceram muitos no mundo árabe, onde muitos governos são vistos por movimentos populares islâmicos como colaboradores dos EUA ou Israel.

"Os Estados Unidos e os sionistas são os líderes do terrorismo do mundo", dizia um cartaz segurado por manifestantes, próximo à unidade da Organização das Nações Unidas (ONU) na capital libanesa Beirute. Eles exigiam intervenção da ONU para encerrar os ataques israelenses.

Protestos similares eram realizados em campos de refugiados palestinos no Líbano, lar de alguns dos 400 mil refugiados desalojados quando o Estado de Israel foi criado em 1948.

No centro de Damasco, capital síria, milhares de pessoas carregando bandeiras palestinas e sírias lotaram as ruas em torno de uma praça popular, cantando frases contra os Estados Unidos e Israel, e queimaram uma bandeira norte-americana.

"A vitória pertence à heróica Gaza", dizia um cartaz. "Até quando o silêncio árabe vai continuar?", mostrava outro.

Em Baladiyat, um distrito de Bagdá povoado por muitos palestinos que fugiram do governo de Saddam Hussein no Iraque, homens balançavam faixas e condenavam nações árabes por não fornecer apoio suficiente aos palestinos.

"Nós estamos aguardando ação dos líderes árabes por quase 60 anos", disse Jaleel al-Qasus, representante palestino enviado ao Iraque, durante o protesto de várias centenas de pessoas. "Nossos esforços têm sido em vão."

Um grande número de manifestantes tentou se aproximar da embaixada do Egito em Beirute para exigir que o país abra suas fronteiras para Gaza, onde vivem 1,5 milhão de palestinos sob o bloqueio de Israel e do Egito. A polícia costumava jogar gás para impedir a aproximação de manifestantes.

No Egito, manifestantes reuniam-se no Cairo e em outras cinco cidades, disseram fontes de segurança. Eles queimaram bandeiras israelenses e carregaram cartazes denunciando Israel.

(Reportagem de Nadim Ladki em Beirute, Aziz El-Kaissouni no Cairo e Mohamed Ghobari em Sanaa)

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