ROMA - As manifestações contra a cúpula do G8 (os sete países mais desenvolvidos e a Rússia), que começa hoje, em LAquila (centro), se espalharam por toda a Itália.

Em Roma, quatro francesas e uma grega foram detidas numa praça quando tentavam colocar um cartaz contra o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e se preparavam para começar um striptease.

A polícia também deteve quatro holandeses que iam de carro para L'Aquila. Segundo a imprensa, o grupo foi impedido de seguir viagem porque carregava máscaras antigás e dois tacos, um de madeira e outro de ferro.

Os detidos, que apresentaram credenciais para cobrir o evento, disseram aos policiais que eram jornalistas. Sobre os objetos achados no carro, explicaram que as máscaras antigás eram uma "precaução" e que os tacos já estavam no veículo antes.

Ainda em Roma, dezenas de pessoas se reuniram em frente ao Ministério da Economia, no centro da capital, com cartazes com dizeres como "G8-FMI-Banco Mundial, quem saqueia e destrói são vocês" e "O G8 é um terremoto, somos todos aquilanos", em referência aos habitantes de L'Aquila, que em abril foi devastada por um terremoto.

Após a polícia isolar a sede do ministério, a manifestação, convocada por um grupo antiglobalização, seguiu para uma praça próxima, onde ficam os escritórios da região de Abruzo (cuja capital é L'Aquila).

Em L'Aquila, os desabrigados pelo terremoto de 6 de abril, muitos dos quais continuam vivendo em barracas, colocaram perto da estrada que vem de Roma e do estacionamento dos jornalistas uma faixa com a frase "Yes, we camp", em menção ao slogan eleitoral do presidente americano, Barack Obama.

Também foram registrados protestos em Siena, onde foi afixado um cartaz com as palavras "Você não chega aos 28? Culpe o G8". Já em Palermo, onde ontem os estudantes ocuparam a reitoria de uma universidade, está prevista uma grande manifestação na noite de hoje.

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