Manifestação por melhorias na educação reúne 100 mil em Santiago do Chile

Grupo de encapuzados entrou em confronto com policiais; sindicatos também participaram da marcha na capital chilena

iG São Paulo |

Cerca de 100 mil chilenos saíram às ruas da capital Santiago, nesta terça-feira, para uma marcha em defesa de uma educação pública e de qualidade na qual foram registrados enfrentamentos entre grupos de manifestantes encapuzados e policiais.

A manifestação, autorizada pelo governo até às 15 horas (16h no horário de Brasília), partiu da Universidade do Chile às 10h19 em direção ao Parque Almagro.

Ao longo do trajeto, os moradores da capital do Chile foram lançando papeis picados, balões e saíram às portas de suas casas para bater panelas em manifestações de apoio à causa dos estudantes.

Outros setores sociais se juntaram ao ato, como a Confederação dos Trabalhadores do Cobre (CTC), a Agrupação Nacional de Empregados Fiscais (Anef), a Central Unitária de Trabalhadores (CUT), a Confederação Nacional de Funcionários da Saúde Municipalizada (Confusam) e o Sindicato Interempresas da Construção (Sintec).

Não houve registro de incidentes ñas primeiras duas horas de manifestação, até um grupo isolado de manifestantes encapuzados ter causado distúrbios contra prédios públicos e privados em um calçadão no centro da capital.

A polícia militar interveio e lançou jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo contra o grupo, que também foi repreendido pelos participantes da marcha central.

Segundo o prefeito de Santiago, Pablo Zalaquett, o grupo de jovens que teria causado os incidentes teria cerca de 200 integrantes.

Paraguai

Nesta terça-feira também, o Paraguai também testemunhou protestos em defesa da educação com uma marcha em Assunção que reuniu milhares de professores reivindicando melhores salários e mais recursos do Ministério da Educação para investimento em infraestrutura das escolas e capacitação dos profissionais.

A manifestação foi convocada para as vésperas da aprovação do orçamento de 2012 pelo governo. Atualmente, os docentes paraguaios menos que o salário mínimo vigente para os trabalhadores do setor privado, que é de pouco mais de US$ 340 por turno. A maior parte dos professores trabalha em dois turnos para complementar a renda.

Segundo a imprensa local, o ato de professores bloqueou ruas do centro da capital paraguaia e causou complicações no trânsito.

*Com Ansa

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