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Mandelson pede a latino-americanos mais ambição em suas ofertas comerciais

Lima, 15 mai (EFE).- O comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, pediu hoje aos países latino-americanos que negociam com a União Européia (UE) acordos de associação que tenham mais ambição em suas ofertas comerciais, se há de fato a intenção de concluí-los até 2009.

EFE |

Em entrevista coletiva realizada na véspera da 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (LAC-EU, na sigla em inglês), Mandelson afirmou que as negociações separadas com a América Central e a Comunidade Andina (CAN) "começaram bem" e registram "progressos".

"No entanto, necessitamos que nossos parceiros sejam mais ambiciosos. As ofertas que nos apresentaram não encaixam ainda com as nossas", disse o comissário, que negocia em nome dos 27.

No marco dos encontros prévios à cúpula de Lima, Mandelson se reuniu hoje com os chanceleres centro-americanos.

Em relação à proposta recebida de redução tarifária, o comissário comentou que se encontra "longe de cumprir os requisitos da OMC (Organização Mundial do Comércio)".

Em relação a isso, advertiu que, quanto mais longas sejam as negociações, "existirão maiores probabilidades de se perder a oportunidade".

"Se dermos pequenos passos, então teremos que nos munir de paciência", indicou Mandelson, acrescentando que ambas as partes se deram hoje "uma chamada de atenção".

O responsável da política comercial comum da UE destacou que os europeus "estão verdadeiramente comprometidos com estes acordos" e estão negociando "de boa fé".

Lembrou que a Europa, embora negocie por blocos, se comprometeu a reconhecer as assimetrias que se dão no interior de cada bloco, e que os convênios estarão adaptados às condições especiais de alguns membros.

Mandelson não ocultou a dificuldade da tarefa na qual se encontra empenhada a União Européia e seus parceiros latino-americanos.

"Estamos tentando chegar a acordos de livre-comércio que tragam benefícios de verdade para a população e para as empresas.

Estipulamos uma meta alta", comentou.

Qualificou, além disso, de "condição essencial" para a UE que as negociações contribuam para fazer avançar a integração regional na América Latina, e não ao contrário, em alusão às tensões registradas na CAN, onde Peru e Colômbia desejariam negociar separadamente com a Europa.

"Não podemos forçar ninguém a se integrar; mas, sim, podemos ajudar os que decidiram voluntariamente fazê-lo", afirmou.

O comissário também fez um pedido aos países latino-americanos para que facilitem os progressos em Genebra em relação à Rodada de Doha.

"Europeus e latino-americanos têm o mesmo interesse em Doha, e estamos chegando ao momento da verdade. Não quereríamos que a atual janela de oportunidade fosse fechada", comentou.

Em relação às negociações paralelas sobre a banana, o comissário disse que consideraria "decepcionante" que alguns de seus parceiros tentassem dificultar o processo.

"Dizem que alguns na América Latina querem agora tudo sobre a banana, sem preocupar que por isso a Rodada de Doha não será concluída", comentou.

"Precisamos de um equilíbrio justo", afirmou Mandelson, que qualificou de "intolerável" a hipótese de que pudesse haver um desacordo sobre a banana. EFE jms/fb

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