O mandato do presidente palestino, Mahmoud Abbas, foi estendido indefinidamente até a realização de novas eleições, anunciou nesta quarta-feira a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). As eleições, originalmente marcadas para janeiro, foram adiadas por divergências entre o Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza e o Fatah, grupo de Abbas, que controla a Cisjordânia.

Não foi marcada a data do novo pleito.

Abbas, de 74 anos de idade, havia declarado que não tentaria a reeleição por causa da falta de progresso nas negociações de paz com Israel.

O Hamas já havia dito que não reconheceria uma extensão do mandato de Abbas. O grupo não pertence à OLP, organização que reúne diversos grupos e é reconhecida internacionalmente como a representante dos palestinos.

Pressão
Analistas dizem que o presidente palestino não tem sucessores óbvios, e sua desistência poderia aumentar a pressão americana para que o governo israelense fizesse concessões.

A OLP voltou a afirmar nesta quarta-feira que não aceita voltar à mesa de negociações com Israel a menos que o governo do país interrompa a ampliação de assentamentos judaicos em áreas ocupadas.

O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, anunciou em novembro um congelamento parcial nas construções em assentamentos na Cisjordânia.

A medida foi considerada pelos palestinos insuficiente porque, além de ser apenas parcial, o congelamento não inclui as construções em Jerusalém Oriental.

Tanto a Cisjordânia como Jerusalém Oriental foram capturadas por Israel em 1967 e fazem parte dos planos palestinos para a construção de seu futuro Estado.

Os assentamentos judaicos na Cisjordânia são considerados um dos maiores obstáculos ao avanço das negociações entre os dois lados.

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