Por Matthew Bigg

VENICE, Louisiana (Reuters) - Empurrada pelos ventos, uma enorme mancha de óleo se acercou da costa norte-americana neste domingo, ameaçando se tornar uma catástrofe ambiental. O governo dos Estados Unidos aumentou a pressão para que a petrolífera britânica British Petroleum (BP) interrompa o vazamento de seu poço rompido no Golfo do México.

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VENICE, Louisiana (Reuters) - Empurrada pelos ventos, uma enorme mancha de óleo se acercou da costa norte-americana neste domingo, ameaçando se tornar uma catástrofe ambiental. O governo dos Estados Unidos aumentou a pressão para que a petrolífera britânica British Petroleum (BP) interrompa o vazamento de seu poço rompido no Golfo do México.

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Mancha de óleo se aproxima da costa dos Estados Unidos

Por Matthew Bigg

VENICE, Louisiana (Reuters) - Empurrada pelos ventos, uma enorme mancha de óleo se acercou da costa norte-americana neste domingo, ameaçando se tornar uma catástrofe ambiental. O governo dos Estados Unidos aumentou a pressão para que a petrolífera britânica British Petroleum (BP) interrompa o vazamento de seu poço rompido no Golfo do México.

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Por Matthew Bigg

VENICE, Louisiana (Reuters) - Empurrada pelos ventos, uma enorme mancha de óleo se acercou da costa norte-americana neste domingo, ameaçando se tornar uma catástrofe ambiental. O governo dos Estados Unidos aumentou a pressão para que a petrolífera britânica British Petroleum (BP) interrompa o vazamento de seu poço rompido no Golfo do México.

Desde a explosão e do afundamento da plataforma Deepwater Horizon na semana passada, instaurou-se uma situação desastrosa, com centenas de milhares de galões de petróleo bruto vazando sem contenção no Golfo e se movendo em direção norte rumo aos Estados Unidos.

O litoral da Louisiana à Flórida está ameaçado pela mancha de óleo, que se estima esteja cobrindo uma área de 208 por 112 quilômetros e que ainda está aumentando. Muitas das comunidades que estão no caminho da mancha são as mesmas que foram devastadas pelo furacão Katrina em 2005.

No sábado, a extremidade avançada da mancha envolveu a pequena comunidade pesqueira de Venice, a 121 quilômetros a sudeste de Nova Orleans. Autoridades dizem que dentro de três ou quatro dias as costas do Mississippi e Alabama podem estar em risco.

O presidente norte-americano, Barack Obama, buscando desviar as críticas de que seu governo reagiu com lentidão ao que parece ser o maior vazamento de óleo da história no país, estava a caminho de Louisiana neste domingo.

O incidente pode acabar rivalizando com o desastre do Exxon Valdez no Alasca em 1989, o pior vazamento de óleo da história dos Estados Unidos.

Esforços desesperados acima e abaixo da superfície do oceano --usando barcos, aviões e até um veículo robô de mergulho-- para interromper o vazamento e dispersar e conter a mancha crescente foram severamente prejudicados pelos ventos fortes e o mar agitado.

Após sublinhar a cooperação com a BP no início, autoridades do governo deixaram clara nos últimos dias sua frustração com a companhia sediada em Londres, exortando-a a fazer mais para selar o poço e cortar o fluxo de petróleo.

"Nosso trabalho basicamente é segurar a faca no pescoço da British Petroleum para que eles assumam as responsabilidades que têm tanto diante da lei quanto em contrato para se mexer e deter o vazamento", disse o secretário do Interior dos Estados Unidos, Ken Salazar, ao programa "State of the Union", da CNN.

Mas funcionários da BP, que encara bilhões de dólares de gastos com limpeza e ações, disseram que lacrar o poço a 1.600 metros de profundidade é uma operação de grande complexidade que pode levar semanas e até meses, e não dias.

As autoridades norte-americanas reconheceram no sábado que é "inevitável" que o óleo do vazamento descontrolado no Golfo do México chegue ao litoral dos Estados Unidos, provavelmente começando pelo Estado da Louisiana.

"Há óleo suficiente lá fora para que seja lógico pensar que vai atingir o litoral. É apenas uma questão de onde e quando", disse o oficial da Guarda Costeira norte-americana Thad Allen. "É a Mãe Natureza quem vota neste tipo de coisa."

Importantes rotas de transporte marítimo, áreas pesqueiras, refúgios nacionais de fauna silvestre e praias populares estão no caminho da sopa de petróleo. Até agora os corredores marítimos vitais que levam ao rio Mississippi e aos enormes portos da Costa do Golfo não foram afetados, disseram autoridades.

A região litorânea do Golfo do México e suas áreas pantanosas abrigam centenas de espécies de fauna silvestre, incluindo peixes-bois, tartarugas marinhas, golfinhos, toninhas, baleias, lontras, pelicanos e outras aves.

O Golfo é também uma das áreas pesqueiras mais férteis do mundo, repleta de camarões, ostras, mexilhões, caranguejos e peixes. Sua indústria pesqueira movimenta 1,8 bilhão de dólares e perde apenas para a do Alasca.

(Reportagem adicional de Paul Simao, em Washington; de Chris Baltimore, Anna Driver e Kristen Hays, em Houston; de Tom Bergin, em Londres; de Carlos Barria em Venice; de Phil Stewart, em Washington; e de Joshua Schnyer e Rebekah Kebede, em Nova York)

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