Solos ricos em restos de diamantes de origem cósmica, com mais de 12.900 anos, descobertos na América do Norte, confirmam a teoria de que a queda dos meteoritos provocou uma era glacial que extinguiu os mamutes, de acordo com estudo publicado na revista Science.

"Essas descobertas são um índice sólido do impacto de meteoritos há 12.900 anos, com enormes conseqüências ecológicas nas plantas, nos animais e nos humanos, no conjunto do território norte-americano", explica Douglas Kenneth, arqueólogo da Universidade de Oregon (noroeste), um dos co-autores do estudo publicado na última edição da revista "Science".

Em outubro de 2007, uma equipe de 26 pesquisadores de 16 instituições apresentou a teoria da queda de vários cometas para explicar um período glacial de 1.300 anos, que causou, aparentemente, a extinção de várias espécies animais, incluindo os mamutes, assim como a fragmentação da cultura pré-histórica chamada Clóvis, uma das mais antigas da América.

Esse estudo foi publicado nos Anais da Academia Nacional Americana das Ciências (PNAS, sigla em inglês).

Os membros da cultura Clóvis, de 13.200 anos e que viviam da caça e da pesca, espalharam-se por amplos territórios que atualmente compreendem Estados Unidos, México e América Central. Vindos da Ásia, os cientistas supõem que tenham chegado à América do Norte atravessando uma faixa de terra que então unia Sibéria e Alasca.

Uma das camadas de sedimentos ricas em nanodiamantes de origem cósmica recobria vestígios dessa cultura na zona de Murray Springs, no Arizona (sudoeste dos EUA).

Esses nanodiamantes se formam a temperaturas muito altas e sob fortes pressões criadas por um impacto cósmico. São encontrados em meteoritos, mas podem ser produzidos na Terra, desde que devido a uma forte explosão, ou por vaporização química.

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