Maliki reitera desejo de manter vínculos entre Iraque e EUA

Bagdá, 4 jul (EFE).- O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, reiterou ao vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, o desejo de seu país de manter e desenvolver os vínculos entre as duas nações, informou hoje um comunicado oficial.

EFE |

Durante sua reunião de ontem à noite (local) com Biden, Maliki também expressou seu desejo de ver cumpridos os acordos assinados entre EUA e Iraque no ano passado, entre eles um de segurança que estipula a retirada americana e um convênio estratégico no âmbito político, cultural, comercial e científico.

O chefe do Governo iraquiano também comentou sobre a retirada das tropas americanas das cidades do país no último dia 30, em cumprimento do acordo de segurança, que estabelece ainda a retirada total dos EUA do Iraque antes de 2012.

"O ocorrido no dia 30 de junho mostrou o alcance da seriedade do acordo de segurança. Nesse dia, os laços entre os dois países entraram em uma nova etapa", destacou.

O primeiro-ministro ressaltou que a colaboração entre as forças iraquianas e americanas alcançou "um êxito" na luta contra o terrorismo, e que o Governo de união nacional iraquiano superou muitos problemas e perigosos desafios, entre eles, a violência sectária.

Sobre a evolução da reconciliação nacional, Maliki afirmou que seu Executivo está comprometido com a reativação desse processo, que foi lançado com a formação de seu Governo em 2006.

"A reconciliação nacional abriu o cominho para reunificar todos os integrantes do povo iraquiano", assinalou.

Já Biden reiterou que seu país está comprometido com o cumprimento total da retirada de suas forças do Iraque nas datas estipuladas no pacto de segurança.

Está previsto que o vice-presidente dos EUA se reúna hoje com altos comandantes das tropas da coalizão, e a imprensa árabe não descarta que realize uma rápida visita ao Curdistão iraquiano.

Na quinta-feira passada, Biden iniciou uma viagem de três dias ao Iraque para analisar a retirada militar americana das cidades e pedir que as autoridades iraquianas impulsionem o processo de reconciliação nacional. EFE am-aj-ssa/mh

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