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Maliki: Operação contra criminosos de Basra se repetirá em todo o Iraque

Bagdá, 3 abr (EFE).- O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, anunciou hoje que a campanha contra aqueles que qualificou de criminosos, lançada pelo Exército do país na semana passada, na cidade de Basra (sul), se repetirá em breve em outras províncias do Iraque.

EFE |

Em entrevista coletiva em Bagdá, Maliki ressaltou que as Forças de Segurança iraquianas demonstraram ser capazes de realizar sua missão sem a ajuda das forças americanas.

"Começamos em Basra e agora devemos estender as operações a todas as partes do Iraque. Temos que dar uma lição nesses criminosos para que se dêem conta de que devem atuar sob a lei. Portanto, continuaremos a persegui-los por todo o Iraque", disse Maliki.

No entanto, o primeiro-ministro não especificou quando nem onde serão lançados esses novos dispositivos, mas citou os bairros de Cidade de Sadr e Shoala, no sul e leste de Bagdá, entre as áreas onde as milícias ainda têm o controle.

Em 25 de março, Maliki ordenou uma campanha em grande escala contra o que chamou de "redes criminosas, contrabandistas de petróleo e assassinos que aterrorizam a população civil".

A operação resultou em duros combates entre tropas iraquianas e milicianos xiitas do grupo Exército Mehdi, seguidores do clérigo radical Moqtada al-Sadr, rival político de Maliki, que acabaram com mais de 300 mortos em todo o Iraque.

"As instituições de Basra estavam controladas por essas redes criminosas, mas a cidade foi libertada e o povo está extremamente feliz", acrescentou hoje Maliki.

"Vamos repetir a mesma experiência nas áreas onde a população ainda é refém de alguns bandidos", disse, sem se referir expressamente em nenhum momento ao Exército Mehdi.

"Isto não é dirigido concretamente a nenhum grupo ou milícia, mas a todos aqueles que não respeitam a lei. Quem a cumprir, será nosso amigo; quem não o fizer, será nosso inimigo", acrescentou, em longo discurso.

Quanto ao balanço de prejuízos causados pelos confrontos, Maliki afirmou que 220 geradores de eletricidade foram danificados em Basra ao longo da semana passada, assim como alguns poços petrolíferos e pontes.

Além disso, o primeiro-ministro reconheceu que membros do Exército e da Polícia desertaram e lutaram junto com os milicianos, e prometeu que serão submetidos a um julgamento militar por "sua colaboração com os criminosos".

Apesar de não especificar o número de pessoas que serão julgadas, o Ministério do Interior divulgou anteriormente que 407 policiais foram despedidos por abandonar a Corporação durante os combates.

Maliki também adiantou que as próximas operações serão realizadas exclusivamente por tropas iraquianas, apesar de serem previamente informadas às forças americanas.

"Isto reflete a confiança em nossas tropas e em sua crescente capacidade de cumprir seus deveres de maneira eficaz", afirmou.

Maliki disse na quarta-feira que a operação de Basra tinha sido "um sucesso", diante das várias vozes no Iraque que atribuem a vitória nos combates aos seguidores de Moqtada al-Sadr. EFE am/ev/gs

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