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Maliki proclama dia de vitória sobre grupos terroristas no Iraque

Bagdá, 7 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, disse que este domingo foi um dia de vitória frente às tentativas de grupos terroristas de impedir as eleições parlamentares realizadas hoje no país.

EFE |

"Este dia de eleições é um dia de vitória contra os assassinos, aqueles que não querem a democracia", afirmou Maliki em mensagem transmitida pela televisão estatal.

O primeiro-ministro, que chegou ao poder em 2006 e tenta a reeleição neste pleito, agradeceu também o esforço das forças de segurança "que sacrificaram sua vida" para proteger o desenvolvimento da votação.

Uma série de ataques com explosivos e morteiros, principalmente em Bagdá, deixaram 38 mortos e cerca de 80 feridos neste domingo.

Uma aliança terrorista ligada à rede Al Qaeda tinha ameaçado usar todos os meios possíveis para impedir a votação.

Em sua mensagem, o chefe de Governo iraquiano aproveitou para pedir aos líderes políticos para que se unam em defesa dos interesses nacionais.

Das eleições de hoje sairão os 325 representantes do Parlamento unicameral, do qual sairá a próxima coalizão governante e que designará também o novo presidente, com menores funções executivas do que o primeiro-ministro.

Mais cedo, um dos principais dirigentes da oposição iraquiana, o ex-primeiro-ministro Ayad Allawi, parabenizou os eleitores por sua participação no pleito e criticou o Governo pela falta de segurança durante a votação.

Allawi é um dos dirigentes da coalizão Al Iraqiya, da qual também fazem parte políticos sunitas e que é uma das favoritas nas eleições de hoje.

Em sua mensagem, divulgada pelo canal de televisão "Al Sharqiya", Allawi pediu à comissão eleitoral iraquiana para que realize uma apuração transparente e que interferências de outros países sejam evitadas.

A Al Iraqiya denunciou durante a campanha eleitoral supostas interferências do Irã na vida política iraquiana e no Governo de Maliki.

Allawi pediu ao Parlamento que vier a ser eleito hojej para que abra uma investigação sobre "os funcionários iraquianos que cometeram violações" dos direitos políticos durante o processo eleitoral e também sobre os responsáveis pela comissão rleitoral.

Um dos principais dirigentes da Al Iraqiya, o sunita Saleh al Mutlaq, parlamentar eleito em 2005, ficou fora das eleições de hoje acusado de supostos vínculos com o Baath, partido do regime de Saddam Hussein e atualmente proibido no Iraque. EFE ag-mo/bba

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