Maliki pede que ONU suspenda sanções impostas ao Iraque

Teerã, 9 jun (EFE).- O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, em visita ao Irã, pediu à ONU que suspenda as sanções impostas ao Iraque desde o início da década passada, para facilitar a reconstrução do país.

EFE |

"No Iraque já não há nada que ameace os países vizinhos nem a paz mundial (..) já não se pode justificar a continuidade das sanções ou do tratamento dado ao Iraque", disse Maliki, em reunião que manteve na noite de ontem com representantes da colônia iraquiana no Irã.

O primeiro-ministro iraquiano se referia sobretudo às sanções internacionais, especialmente as econômicas, vigentes contra o Iraque desde 1990, quando o Exército do regime de Saddam Hussein -derrubado em 2003- invadiu o vizinho Kuwait.

"O Iraque conta agora com um Governo democraticamente eleito, e nada pode justificar a continuidade dessas sanções", afirmou.

"Nós e o mundo atuamos pela reconstrução, mas queremos que tirem as barreiras que restringem nosso movimento, e suspendam essas sanções para que os iraquianos possam atuar em favor de seu país nos campos político, econômico e de segurança", acrescentou.

Maliki deve reunir-se hoje com o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, antes de concluir sua visita oficial de três dias a Teerã, onde foi recebido por várias altas autoridades, lideradas pelo presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad.

Durante sua presença no Irã, o chefe do Governo iraquiano tentou dissipar os temores iranianos a respeito do acordo que Bagdá deve assinar com Washington para regularizar a presença militar americana no país após a expiração do mandato da ONU no Iraque, no final de 2008. EFE fa/gs

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