Maliki expressa a Obama desejo de ver a retirada de tropas dos EUA em 2010

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, conclui nesta terça-feira uma visita ao Iraque, cujo primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, apoiou sua idéia de retirada das tropas norte-americanas em 2010.

AFP |

"O primeiro-ministro disse que este é um momento apropriado para dar início a um plano para reorganizar nossas tropas no Iraque, incluindo seu número e suas missões", indica o comunicado divulgado por seu gabinete em Washington.

"Expressou sua esperança de que as forças de combate possam deixar o Iraque em 2010", indicou Obama em um comunicado conjunto emitido pelos senadores correligionários Jack Reed e Chuck Hagel, que acompanham Obama nesta viagem.

Obama, que lidera as pesquisas de opinião à frente de seu rival republicano John McCain, propõe uma retirada das tropas norte-americanas em 16 meses depois que assumir suas funções em janeiro, caso seja eleito presidente em novembro. "Será no verão (hemisfério norte) de 2010, dois anos a partir de agora", anunciou na semana passada.

O senador pelo Illinois chegou na segunda-feira pela manhã a Basra, maior cidade produtora de petróleo do sul do Iraque, procedente do Kuwait.

Esta é sua segunda visita ao Iraque, depois de sua breve passagem em janeiro de 2006.

Obama visita o Iraque no momento em que a violência está em seus níveis mais baixos desde o início, em março de 2003, da invasão liderada pelos Estados Unidos, à qual o agora candidato à Casa Branca se opôs.

Depois de se reunir com militares norte-americanos, Obama irá à Jordânia, onde tem um encontro com o rei Abdullah II.

Na segunda-feira, o candidato democrata se reuniu em Bagdá com o presidente iraquiano Jalal Talabani, após ter sido recebido por Nuri al-Maliki.

"O primeiro-ministro Al-Maliki nos disse que os iraquianos apreciam os sacrifícios dos soldados norte-americanos, mas que não querem uma presença de duração indefinida", acrescentaram no comunicado os três senadores.

A saída de cerca de 145.000 militares norte-americanos mobilizados no Iraque foi objeto de uma árdua negociação entre Bagdá e Washington.

A Casa Branca indicou na segunda-feira que, ao contrário do esperado, não será assinado um acordo no dia 31 de julho sobre a retirada. Além disso, descartou o estabelecimento de uma data limite, e acrescentou que a alternativa seria uma "data desejável", ou seja, que não gere incômodos.

O gabinete de Nuri al-Maliki ressaltou na segunda-feira que o "Iraque soube superar desafios em matéria de segurança (...). Obteve a vitória contra a Al-Qaeda e as milícias, e agora triunfará no âmbito econômico".

Em seu comunicado, os senadores citam uma série de fatores que permitiram melhorar a estabilidade do Iraque, entre eles o reforço das tropas norte-americanas a partir de fevereiro de 2007, que Obama criticou na época.

Obama, cuja credibilidade no âmbito internacional é questionada por seu rival John McCain, se reuniu em Bagdá na segunda-feira com o general David Petraeus, que recentemente assumiu o comando das forças norte-americanas no Oriente Médio e liderou o reforço no contingente.

John McCain disse que espera que, após sua visita, Obama admita "que se equivocou gravemente sobre a situação e que estava equivocado quando disse que a estratégia de reforço não funcionaria", em declarações à rede NBC.

Depois de sua passagem pela Jordânia nesta terça-feira, Obama estará na quarta-feira em Israel, e mais tarde continuará sua viagem por três países europeus: Alemanha, França e Grã-Bretanha.

bur-jch/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG