Maliki exige dissolução de milícia para participação na política

Bagdá, 7 abr (EFE).- O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, exigiu a dissolução da milícia Exército Mehdi, leal ao clérigo xiita Moqtada al-Sadr, como condição para permitir que os membros desse grupo participem do processo político.

EFE |

"Foi decidido que não têm mais direito de participar do processo político ou das próximas eleições, a menos que acabem com o Exército Mehdi", disse Maliki em uma entrevista à televisão americana "CNN".

O ultimato de Maliki foi rejeitado imediatamente pelos membros do Exército Mehdi, que qualificaram essa ameaça como "inconstitucional", disse Salah al-Obeidi, porta-voz de Sadr, no próprio programa da "CNN".

O Exército Mehdi, braço militar dos seguidores de Sadr, resiste a abandonar as armas, depois dos recentes confrontos entre a milícia e as tropas governamentais na cidade de Basra, que acabaram com a morte de pelo menos 200 milicianos.

Os seguidores de Sadr contam com um bloco próprio no Parlamento iraquiano, formado por 30 deputados, e tinham cinco ministros no Executivo de Maliki, até que se retiraram no ano passado devido a divergências com o primeiro-ministro. EFE ah/an

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