Maliki diz que situação de insegurança do Iraque foi muito dramatizada

Berlim, 23 jul (EFE).- O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, afirmou hoje que a situação de insegurança do Iraque foi dramatizada em excesso no exterior e instou as empresas alemãs a retornarem a seu país, além de dizer que será oferecida proteção adicional através dos aparelhos estatais.

EFE |

Em um ato organizado pela embaixada do Iraque na Alemanha, Maliki convidou as corporações alemães a enviarem delegados para este país para comprovar no terreno "como melhorou a situação" nos últimos tempos, apesar de o Ministério de Assuntos Exteriores da Alemanha desaconselhar a viagem para o Iraque.

Ele explicou que em sua primeira visita à Alemanha, na qual ontem se reuniu com a chanceler Angela Merkel, fechou "alguns acordos" com empresários interessados em investirem no Iraque e lhes instou a participarem da reconstrução de infra-estruturas e plantas industriais e em formação.

Maliki expressou seu convencimento de que o Iraque não pode ser reconstruído "nem através das armas nem do extremismo" e reiterou o compromisso de seu Governo na luta contra o terrorismo.

"Os únicos que propagaram esta mensagem ficaram isolados", afirmou o primeiro-ministro, que disse que o maior fiador de segurança para as empresas alemãs é o sistema democrático e o Governo.

Ele elogiou a "disposição aberta" que advertiu no Executivo alemão, cuja chanceler encorajou ontem as empresas a retornarem ao Iraque e afirmou que a cooperação também prosseguirá em "nível político".

Perguntado sobre a estabilidade política do Iraque, disse que não "existe nenhum país no qual não haja problemas, nem sequer nos de longa tradição democrática".

O primeiro-ministro se mostrou ontem "otimista" pelos resultados que podem ser derivados de sua visita à Alemanha e assegurou que o Iraque "alcançou um clima no qual já se pode começar a reconstrução" graças aos avanços no campo da segurança.

"Estamos no começo do caminho", afirmou Maliki, que destacou que o Exército e a Polícia iraquiana já estão em posição de assumir a segurança do país.

Por outro lado, a chanceler se comprometeu a relançar as relações bilaterais, prejudicadas pela intervenção militar dos Estados Unidos e considera que desta forma se abre um "novo capítulo" em uma "longa história de cooperação". EFE nvm/fal

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