Maliki assume compromisso de fechar acordo sobre gás com a UE

Bruxelas, 16 abr (EFE).- O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, assumiu hoje o compromisso para um futuro acordo sobre gás com a União Européia (UE) durante sua primeira visita a Bruxelas, onde mostrou seu otimismo ao dizer que está mais perto do que nunca de vencer a Al Qaeda.

EFE |

O governante iraquiano, que se reunirá quinta-feira com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jaap de Hoop Scheffer, afirmou perante o Parlamento Europeu que o risco de uma guerra civil explodir no Iraque ou de o país perder sua integridade territorial foi superado.

Segundo Maliki, "agora não há iraquianos que queiram uma guerra civil ou pretendam atuar com milícias".

"Ao impedir a guerra civil, não há mais o fantasma de um Iraque dividido em três partes", afirmou o primeiro-ministro do país.

Além disso, o dirigente iraquiano assegurou que a violência de agora vem unicamente de terroristas da Al Qaeda sem apoio entre a população local.

"Durante um tempo, houve a idéia de que não seria possível vencer os terroristas, que o Iraque se dirigia inevitavelmente rumo a uma guerra civil", destacou o primeiro-ministro em discurso à Comissão de Assuntos Exteriores do Parlamento Europeu.

Apesar do otimismo em relação à situação interna, Maliki alertou que uma retirada abrupta das tropas americanas no Iraque levaria ao "caos" e disse que isso ocorrerá de maneira "estruturada e programada".

Maliki atribuiu a melhora interna à "bem-sucedida" estratégia de reconciliação nacional dirigida por seu Governo e às novas leis que permitem reintegrar os membros do antigo partido único Baath e os milicianos que estiveram em combate nos últimos anos à sociedade iraquiana.

"As milícias devem se dissolver, porque não há mais que um Exército, o do Iraque", ressaltou o primeiro-ministro, que mencionou a recente intervenção conjunta de tropas iraquianas e americanas contra as milícias xiitas de Moqtada al-Sadr em Basra como uma operação para "derrotar o terrorismo".

Posteriormente, Maliki ofereceu à UE a oportunidade de reduzir sua dependência energética da Rússia graças ao acordo que será assinado dentro de poucas semanas para o fornecimento de gás iraquiano.

O presidente do órgão executivo da UE, a Comissão Européia (UE), José Manuel Durão Barroso, disse que este acordo é uma "notícia muito boa".

"As negociações vão muito bem, sobretudo em relação ao gás, e há trabalhos em projetos de importância regional para a UE", explicou Barroso, para em seguida expressar sua confiança em assinar um acordo sobre o tema "em poucas semanas".

Maliki assegurou que falta pouco para a aprovação de uma nova lei sobre o setor de petróleo e gás no Iraque que permitirá ao país "fazer um maior uso de seu potencial" como produtor e exportador de hidrocarbonetos.

De acordo com Barroso, a Europa deve conseguir uma "relação de parceria estratégica e estável em longo prazo" com Bagdá, dado o "alto interesse" sobre os recursos deste país.

O comissário de Energia da UE, Andris Piebalgs, e o ministro do Petróleo iraquiano, Hussein al-Shahristani, se reuniram hoje para definir detalhes sobre este acordo de cooperação comercial.

Segundo Barroso, Shahristani visitará Bruxelas novamente no início de maio e pode concretizar o pacto na ocasião. EFE met/bba/fb

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