Maliki apóia plano de Obama para retirar soldados do Iraque

Berlim, 19 jul (EFE).- O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, apóia os planos do candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, para retirar os soldados americanos do Iraque dentro de um prazo de 16 meses.

EFE |

"Achamos que é o prazo correto para a retirada, salvo modificações pontuais", assinala Maliki, em entrevista que será publicada pela revista alemã "Der Spiegel" em sua edição da próxima segunda-feira.

Embora não queira que isso seja entendido como um apoio eleitoral, Maliki afirma que aquele que "falar em prazos curtos está mais próximo da realidade", pois prolongar "forçadamente a presença militar no Iraque ocasionaria mais problemas".

Segundo sua opinião, os americanos deveriam deixar o Iraque "o mais rápido possível".

"O Governo iraquiano quer um acordo estratégico a longo prazo com os Estados Unidos, no qual regulemos as bases de nossas relações econômicas e culturais; o acordo de segurança sobre o estacionamento de tropas que se está negociando agora, por outro lado, deveria ser só para um período curto", afirmou Maliki.

O primeiro-ministro não está satisfeito com as propostas apresentadas pelo Governo de George W. Bush até o momento, mas confia na obtenção de um acordo antes do fim do mandato do atual presidente americano.

"Os americanos tiveram dificuldades até agora para aprovar um plano concreto de retirada porque temem que possa ser interpretado como um testemunho de derrota, mas não é assim. Caso consigamos chegar a um acordo, não demonstraríamos uma derrota, mas uma vitória, um forte golpe contra a Al Qaeda e as milícias", diz.

Por outro lado, Maliki qualifica de "problema fundamental" que seu país "não possa investigar e punir crimes cometidos por soldados americanos contra a população local".

Maliki visitará na próxima semana a Alemanha, onde se reunirá, entre outros, com a chanceler Angela Merkel.

Na entrevista concedida a "Der Spiegel", o primeiro-ministro assegura que o fato de que a Alemanha não tenha participado da Guerra do Iraque não afeta as relações bilaterais, e assegura que seu Governo quer reforçar os laços políticos e econômicos com o país.

"Temos que reconstruir um país, e os alemães são famosos por trabalhar bem e serem eficientes. Queremos fazer com que sejam parte desta reconstrução", afirmou. EFE ih/gs

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