Maldivas terá segundo turno para definir presidente

Nova Délhi, 10 out (EFE) - O presidente das ilhas Maldivas, Maumoon Abdul Gayoom, deverá esperar o segundo turno para renovar seu mandato, já que não obteve os 50% dos votos necessários nas históricas eleições presidenciais realizadas em 8 de outubro. O diretor-geral da Comissão Eleitoral, Ismael Habib, disse à Agência Efe que Gayoom, no poder desde 1978, deverá enfrentar seu maior adversário, Mohammed Nashid, do opositor Partido Democrático das Maldivas, em 29 de outubro. Os resultados finais das eleições confirmaram a ampla, mas insuficiente, vitória do atual presidente, com 71.731 votos (40,63%).

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Em segundo lugar ficou Nashid, conhecido por seus simpatizantes como o Nelson Mandela das Maldivas, com 44.293 votos (25,09%), seguido de longe pelo candidato independente Hassan Said (16,78%) e pelo empresário Gasim Ibrahim (15,32%).

O site "Minivan", das Maldivas, afirmou que os candidatos derrotados já anunciaram que apoiarão o líder opositor.

A comissão afirmou ainda que participaram das eleições 176.567 maldivos, dos 208 mil convocados às urnas.

Habib explicou também que "sérios problemas" na confecção das listas eleitorais fizeram com que a votação fosse adiada e não ocorresse no prazo de dez dias, conforme previsto.

"Nossa principal obrigação é corrigir os erros que aconteceram" nas eleições do dia 8, afirmou o diretor-geral do organismo.

Apesar da ausência de incidentes graves, as eleições foram manchadas por irregularidades denunciadas pelos partidos da oposição, que obrigaram a Comissão Eleitoral a revisar o processo.

Dois partidos alegaram que o atual ministro do Interior, Abdullah Kamaldin, do governista partido Dhivehi Rayyithunge, tinha emitido carteiras de identidade, as quais distribuiu entre membros do Governo para conseguir mais votos.

Gayoom, que se perpetuou no poder graças a uma série de emendas constitucionais e referendos, foi obrigado nos últimos anos a abrir seu regime presidencialista. EFE amp/db

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