Malásia pode parar de usar trabalhadores estrangeiros

KUALA LUMPUR, Malásia (AP) - A Malásia quer parar de usar trabalhadores estrangeiros, cujo número chega a quase três milhões, muitos dos quais vivem ilegalmente no país.

AP |

O jornal local The Star citou o Ministro Social Syed Hamid Albar como dizendo que irá buscar ajuda do Ministro de Recursos Humanos e empregadores para reduzir o número de trabalhadores estrangeiros.

"Queremos que a demanda de estrangeiros seja totalmente eliminada", disse Syed Hamid. "Precisamos de cooperação dos empregadores".

Segundo ele, um "esforço coletivo e planejado" de todos os partidos é necessário para que "possamos depender de nossos próprios cidadãos" para realizar os trabalhos.

O gabinete de Syed Hamid não pôde ser contactado para comentar o caso.

O ministro não confirmou como pretende persuadir o malásios, que não sofrem escassez de empregos, a realizar trabalhos de baixo salário hoje realizados por indonésios, nepaleses e indianos. Muitos são empregados como operários, faxineiros, garçons, frentistas e jardineiros.

No início do ano o governo local afirmou que planeja deportar mais de 200 mil trabalhadores ilegais até 2009 e anunciou a decisão de proibir que estrangeiros trabalhem em posições de frente em aeroportos e hotéis. A proibição ainda não foi aplicada.

O governo diz que quer aplicar padrões mais rígidos para a contratação de serviços estrangeiros como forma de reduzir o número deles para 1,8 milhões no ano que vem e 1,5 milhões até 2015. Syed Hamid não disse quando pretende atingir o objetivo de zero trabalhadores imigrantes.

A Malásia estima que hajam entre 200 mil e 700 mil imigrantes ilegais no País, além de mais de dois milhões de trabalhadores estrangeiros legais. A força de trabalho total do país chega a 11 milhões.

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