Malásia permitirá entrada de Shinawatra mas não confirma asilo político

Kuala Lumpur, 12 nov (EFE).- O Governo da Malásia permitirá a entrada no país do deposto ex-primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra, mas não confirmou se lhe concederia asilo político, segundo o Ministério de Assuntos Exteriores.

EFE |

"Teremos que estudar o assunto caso ele queira ficar aqui", afirmou hoje o ministro de Exteriores malaio, Amien Rais, que disse que até o momento o país não recebeu qualquer solicitação sobre o assunto.

As Filipinas anunciaram na segunda-feira passada que não concederiam asilo a Shinawatra se o magnata decidisse se estabelecer no arquipélago, depois de o Reino Unido decidir revogar seu visto e o de sua esposa, Pojaman, ambos foragidos da justiça na Tailândia.

Neste momento, o paradeiro do casal é desconhecido, mas rumores indicam que os dois poderiam estar na China.

Há um mês, a Justiça da Tailândia condenou o ex-premiê a dois anos de prisão por abuso de poder em relação com um caso de compra fraudulenta de terrenos por parte de sua esposa em 2003.

O casal, com seis ordens de detenção em vigor e várias ações em aberto, fugiu para Londres em agosto passado, violando sua liberdade provisória e depois de não comparecer a um dos tribunais que lhes julga por desvio de fundos públicos.

Shinawatra, cunhado do atual primeiro-ministro, Somchai Wongsawat, governou a Tailândia entre 2001 e 2006, quando foi derrubado em um golpe de Estado militar. EFE snr/mh

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