Malásia entrega dois supostos membros da Jemaah Islamiya à Indonésia

Jacarta, 14 abr (EFE).- A Malásia entregou às autoridades indonésias dois supostos membros da Jemaah Islamiya, grupo considerado por alguns analistas o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático e ao qual são atribuídos os atentados terroristas mais sangrentos da Indonésia nos últimos seis anos, confirmaram hoje fontes oficiais.

EFE |

"Os dois foram detidos na Malásia há duas semanas e acabaram entregues a nós pela Polícia malaia há uma semana", explicou o chefe da unidade de investigação criminal da Polícia Nacional da Indonésia, Bambang Hendarso Danuri, à imprensa em Jacarta.

O policial identificou os suspeitos presos em Jacarta como Abu Husna e Agus Idrus, supostos responsáveis por "arrecadar fundos para a Jemaah Islamiya".

Abu Husna, de 45 anos, também conhecido como "Abdul Rohim", é membro do "markaziah", o principal órgão de decisão do grupo terrorista.

Agus Idrus, médico de 39 anos, está envolvido em vários atentados contra igrejas na ilha de Célebes (nordeste da Indonésia) entre 1998 e 2001, durante o conflito entre as comunidades cristã e muçulmana, evento que causou duas mil mortes e deixou mais de cem mil desabrigados.

Também se acredita que Agus Idrus tivesse vínculos estreitos com o comandante militar da Jemaah Islamiya, Abu Dujana, o homem mais procurado da Indonésia até sua detenção na ilha de Java (sul da Indonésia), em junho de 2007.

A Indonésia acredita que o testemunho dos dois detidos pode ter um papel decisivo para prender o malaio Noordin Mohammad Top, estrategista e tesoureiro da Jemaah Islamiya.

A organização terrorista deseja a criação de um califado islâmico no Sudeste Asiático muçulmano.

Desde 2002 a Jemaah Islamiya realizou pelo menos quatro atentados na Indonésia, ações que levaram à morte de cerca de 250 pessoas.

A Indonésia, país com a maior população muçulmana do mundo - mais de 200 milhões - viu o radicalismo religioso ressurgir nos últimos anos pelas mãos de alguns grupos islâmicos apesar de a maioria dos praticantes do islamismo neste país ser considerada moderada. EFE jpm/wr/fal

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