Jerusalém, 11 set (EFE).- Mergulhadores da Polícia israelense encontraram hoje em um rio de Tel Aviv uma mala vermelha na qual se acredita que estejam os restos mortais da menina Rose Pizem, de 4 anos e cujo desaparecimento em maio comoveu o país.

A mala, de cor vermelha, coincide com a descrição dada por Ronny Ron, avô de Rose e atual companheiro da mãe da menina, de que teria colocado o corpo da criança dentro da valise, após assassiná-la, e que depois a jogou no rio Yarkon, em Tel Aviv.

Embora médicos ainda não tenham feito nenhuma análise, a Polícia informou que encontrou ossos dentro da mala.

Forças de segurança e voluntários realizavam buscas há algumas semanas na área da cidade de Netânia, dezenas de quilômetros mais ao norte, assim como no rio, à procura do corpo de Rose, de origem francesa.

Seu avô confessou inicialmente o assassinato, embora na última terça tenha afirmado que foi forçado a confessar o crime.

Seu advogado afirmou inicialmente que Ron matou Rose em um ataque de fúria após uma discussão com a mãe da menina, Vivien Yaakov, que não quis deixar a menor sob responsabilidade de Ron durante longas temporadas.

O chefe nacional de Polícia israelense, Dudi Cohen, declarou hoje que a acusação de Ron e da mãe de Rose, Marie-Charlotte Renault, não é uma prioridade e pediu tempo para agir com cautela em uma investigação que definiu como "complexa".

Renault não denunciou o desaparecimento da menina e aparentemente não voltou a perguntar a Ron por ela, depois que ele lhe disse que a tinha enviado a uma instituição francesa.

Segundo a imprensa local, os pais de Rose se casaram antes de completarem 20 anos na França, onde a menina nasceu.

Depois, o casal visitou Israel, onde a mãe de Rose conheceu seu sogro israelense, por quem se apaixonou, e decidiu abandonar o pai da menina para viver no Estado judeu.

Rose retornou então com seu pai à França, mas a mãe conseguiu sua guarda após informar que o ex-marido descuidava da educação da filha e até abusava dela.

A menina foi transferida assim para Israel em dezembro do ano passado para morar com sua mãe e seu avô.

A pequena Rose tinha dificuldades para se comunicar com sua nova família e mostrava problemas de comportamento, como bater a cabeça contra a parede, e de expressão oral. EFE ap/wr/fal

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.