Major acusado de abrir fogo em base militar tinha contato com clérigo radical

Autoridades de inteligência dos Estados Unidos revelaram que sabiam que o major americano acusado de ter matado 13 pessoas em Fort Hood, no Texas, vinha mantendo contato com um clérigo simpatizante da rede Al-Qaeda. Segundo o FBI, o major Nidal Malik Hasam, muçulmano de família palestina, foi escrutinizado por uma força-tarefa antiterrorismo por causa de uma série de e-mails que ele trocou com Anwar al-Awlaki, clérigo que já foi imã em uma mesquita da Virgínia e hoje vive no Iêmen, após ter passado um período na cadeia.

BBC Brasil |

Os agentes de inteligência, no entanto, decidiram que a correspondência não merecia mais investigações e que Hasan não estava envolvido em um plano terrorista.

Segundo eles, o conteúdo das mensagens não defendia nem trazia ameaças de atos de violência, e condizia com pesquisas que o major estava fazendo para seu trabalho como psiquiatra do Exército.

Terrorismo
Após a divulgação da notícia, o diretor do FBI pediu uma revisão de como a agência lidou com as informações obtidas sobre Hasan.

No Congresso, o senador Joe Lieberman anunciou que vai abrir uma investigação para determinar se o ataque foi ou não um ato terrorista.

Ele disse esperar descobrir se o Exército errou ao não perceber indícios de que Hasan teria visões extremistas.

Autoridades acreditam que Hasan abriu fogo contra seus colegas, na última quinta-feira, aparentemente por sua insatisfação com a perspectiva de ser enviado ao Afeganistão.

Ele segue internado em um hospital militar, onde está sendo tratado por ferimentos a bala. O major será julgado por uma corte militar.

Nesta terça-feira, o presidente americano, Barack Obama, participa do funeral das 13 vítimas em Fort Hood.

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