Mais uma província exige que Musharraf se submeta a voto de confiança

Islamabad, 12 ago (EFE) - O Parlamento da Província da Fronteira do Noroeste exigiu hoje que o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, se submeta a um voto de confiança na Câmara, informaram as redes de televisão do país.

EFE |

A resolução foi aprovada com 107 votos a favor, 13 abstenções e 4 contra, em uma Assembléia provincial onde o partido de Musharraf, a Liga Muçulmana do Paquistão-Quaid (PML-Q), conta com pouca representação, apenas seis assentos.

A Assembléia da Província da Fronteira do Noroeste é a segunda Câmara provincial a aprovar esta moção, depois que segunda-feira a do Punjab (leste) abriu caminho no processo para tirar Musharraf do poder anunciado na semana passada pelos partidos da coalizão governista.

Alguns deputados gritaram "Musharraf, vá embora logo" durante a sessão, segundo imagens do canal privado "Geo TV".

Embora o Parlamento da província de Sindh (sudeste) tenha se reunido hoje, votará amanhã uma resolução similar às anteriores, da mesma forma que a Assembléia do Baluchistão (sudoeste), que convocou uma sessão extraordinária.

Caso Musharraf recuse o voto de confiança, os partidos governistas darão início ao processo de impeachment contra o presidente por violação da Constituição e "má conduta grave".

Para que Musharraf seja destituído da Presidência é necessário que metade dos membros das duas Câmaras federais apresente uma lista de acusações contra o presidente, algo que está previsto para semana que vem, segundo a ministra da Informação paquistanesa, Sherry Rehman, citada pela "Geo TV".

Rehman disse que o documento que os partidos do Governo estão preparando será suficientemente sólido para que Musharraf não tenha possibilidade de se defender.

Posteriormente, será convocada uma sessão conjunta entre a Assembléia Nacional e o Senado, no máximo em duas semanas, para investigar, debater e votar a cassação.

Apesar das pressões externas, Musharraf mantém por enquanto a firme decisão de enfrentar o processo de impeachment no Parlamento e afirmou que responderá a todas as acusações que forem apresentadas contra si para demonstrar que agiu no interesse da nação.

Para que a cassação seja consumada, são necessários dois terços dos votos dos parlamentares na sessão conjunta. EFE igb/wr/db

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