Pequim, 21 abr (EFE).- Um tibetano chamado Penkyi foi condenado à morte e outros dois foram sentenciados à prisão perpétua e 10 anos de prisão por causar dois incêndios durante os distúrbios de março de 2008 em Lhasa, capital da região autônoma do Tibete, informou hoje a imprensa oficial.

O condenado queimou duas lojas de roupa, causando a morte de seis pessoas, de acordo com a sentença do Tribunal Popular de Lhasa.

A condenação à morte foi suspensa durante dois anos, por isso pode ser mudada para a prisão perpétua nesse tempo se o réu mostrar boa conduta, de acordo com a lei chinesa.

Trata-se da quinta sentença à morte ditada pela Justiça chinesa em relação com os distúrbios de Lhasa, os piores ocorridos no Tibete desde 1989.

Pequim informou que após as revoltas de 2008, a Polícia chinesa deteve 1.317 pessoas, das quais 1.115 foram libertadas depois, enquanto as outras foram julgadas.

Os tibetanos no exílio asseguram que a repressão das forças de segurança chinesas após os protestos deixou mais de 200 mortos. EFE abc/mh

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