Mais um jornalista diz que militares quase frustram libertações na Colômbia

Bogotá, 6 fev (EFE).- O jornalista colombiano Daniel Samper Pizano ratificou hoje denúncias de seu colega Jorge Enrique Botero de que voos de aviões militares puseram em risco a libertação de quatro reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), no domingo.

EFE |

Samper, do grupo Colombianas e Colombianos pela Paz, que iniciou em setembro do ano passado uma negociação com as Farc, denunciou hoje à rádio "Caracol" que nem sua organização nem o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) tinham conhecimento do sobrevoo de aeronaves quando viajaram para buscar aos libertados.

"O assunto de uma altura determinada para o voo dos aviões foi tratado em Villavicencio", mas não antes de empreender a primeira das três missões de resgate, disse Samper.

No domingo, uma missão humanitária recebeu três policiais e um soldado; na terça-feira, o ex-governador do departamento de Meta, Alan Jará; e ontem, o ex-deputado regional de Valle del Cauca Sigifredo López.

No domingo, segundo Samper, os chefes das Farc anunciaram aos integrantes da missão que iam a cancelar a entrega devido aos voos dos aviões militares.

Segundo ele, diante disso, a Cruz Vermelha tentou falar com o comissário de Paz do Governo colombiano, Luis Carlos Restrepo, mas a ligação caiu diretamente na caixa de mensagens, e depois com o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.

Com o ministro, ele conta que conseguiram falar, mas "se perderam duas horas", disse Samper, que não participou da segunda e da terceira fases das libertações porque o Governo o vetou "por ser jornalista". EFE rrm/jp

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