O crime organizado promoveu um novo fim de semana sangrento no México com pelo menos 43 mortes desde a noite de sexta-feira, incluindo o massacre de seis crianças e quatro mulheres em Tabasco (sudeste) e de oito pessoas diante de um bar em Torreón (norte).

Entre as vítimas, também há um repórter morto e duas mulheres decapitadas na Cidade do México.

Em uma comunidade do município de Macuspana (Tabasco), um comando armado assassinou no sábado 12 pessoas, incluindo seis crianças e quatro mulheres, numa suposta punição contra um policial e sua família.

Em 2008 foram executados no México cerca de 120 policiais, segundo cifras oficiais, entre um total de mais de 5.300 assassinatos atribuidos ao crime organizado.

Outra matança ocorreu na madrugada deste domingo diante de um bar em Torreón, estado de Coahuila, quando um grupo de pistoleiros a bordo de três caminhonete crivou de balas as pessoas que deixaram o estabelecimento.

O repórter Jean Paul Ibarra López foi morto com uma bala em Iguala, Guerrero (sul), na noite de sexta-feira, quando ia cobrir um acidente de carro.

O México é um dos países mais perigosos para a imprensa. Em 2008 foram mortos cinco jornalistas num total de 45 crimes registrados entre 2000 e o ano passado, segundo as ONGs.

Além disso, no sábado foram encontrados os corpos decapitados de duas mulheres na Cidade do México.

Só em janeiro passado foram encontradas 20 pessoas decapitadas no México, segundo balanço da imprensa.

Por fim, no estado de Chihuahua (norte), o de maior índice de homicídios do país, foram executadas 20 pessoas desde a noite de sexta.

O governo federal atribui essa violência a uma luta entre os carteis de traficantes de drogas pelo controle das rotas para os Estados Unidos, o primeiro consumidor mundial.

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