Mais presos cubanos podem ser libertados, indica Ricardo Alarcón

Em Genebra, presidente do Parlamento de Cuba diz que governo quer libertar todos os não envolvidos em crimes de sangue

iG São Paulo |

O presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, disse nesta terça-feira à AFP em Genebra que o governo de Havana poderá libertar outros presos políticos além dos 52 já anunciados e, se quiserem, os ex-detentos poderão permanecer na ilha. Alarcón participa em Genebra de uma reunião de líderes parlamentares de todo o mundo.

Alarcón recordou que, nas conversações entre o governo de Raúl Castro e a Igreja Católica, "ficou claro que a vontade do governo cubano é tirar da prisão todas as pessoas" não envolvidas em crimes de sangue, desde que não pesem sobre elas responsabilidades sobre a vida de outras pessoas.

"O que diz o acordo mediado pela Igreja Católica é que poderão viajar para o exterior, mas em Cuba há pessoas que já foram libertadas da prisão há muitos anos e ficaram em suas casas", lembrou.

O regime comunista cubano comprometeu-se a libertar gradualmente, num prazo de quatro meses, 52 presos políticos , depois de um diálogo entre o cardeal Jaime Ortega e Raúl Castro.

Na semana passada chegaram à Espanha 11 ex-prisioneiros com suas famílias e mais oito devem desembarcar entre quarta e sexta-feira . O atraso na transferência dos dissidentes se deve a questões logísticas e de disponibilidade de voos, disseram as fontes.

Os oito opositores são Manuel Ubals González, Ricardo Enrique Silva Gual, Alfredo Manuel Polido López, Blasgiraldo Reyes Rodríguez, Jorge Luis González Tanquero, José Ubaldo Izquierdo Hernández, Arturo Pérez de Alejo Rodríguez e Antonio Ramón Díaz Sánchez, que viajariam acompanhados de 38 parentes.

Os 52 presos cujas libertações foram anunciadas são os membros que ainda estavam na prisão do chamado "Grupo dos 75", dissidentes condenados a penas de até 28 anos na onda repressiva da Primavera Negra de 2003.

*Com AFP e EFE

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