Mais dois palestinos são encontrados mortos na Faixa de Gaza

Homens teriam sido mortos em ataque israelense, elevando para 13 número de vítimas em violência que começou sábado

iG São Paulo |

Dois palestinos foram encontrados mortos na madrugada desta segunda-feira no sul da Faixa de Gaza, região que foi alvo de um ataque aéreo de Israel no domingo. Não está claro se os homens foram mortos no bombardeio mas, com eles, chega a 13 o número de vítimas da violência entre israelenses e palestinos desde sábado.

O Exército de Israel confirmou ter feito um ataque contra um grupo que teria atirado um foguete contra seu território, mas não deu detalhes sobre a operação. Autoridades palestinas disseram que dois homens foram encontrados mortos durante a madrugada na região de Khan Yunes. Eles usavam uniformes da Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP), estavam desarmados e nenhum lançador de foguete foi encontrado na região.

AP
Mulheres choram durante enterro de palestino morto em ataques de Israel na Faixa de Gaza

Entre os 13 mortos desde sábado, um é israelense e os demais são palestinos, a maior parte integrante da Jihad Islâmica. A violência começou no sábado, quando Israel atacou um campo de treinamento do braço armado do grupo islamita no sul de Gaza e matou cinco de seus militantes, entre eles Ahmed Sheikh Khalil, dirigente do grupo.

O Exército israelense informou em comunicado que o alvo do ataque foi "um esquadrão terrorista que se preparava para lançar foguetes de longo alcance" contra solo israelense e era responsável pelo disparo de foguetes Grad na quarta-feira, que não causaram vítimas. Desde quarta, mais de 30 foguetes e morteiros foram disparados contra o sul de Israel.

A Força Aérea de Israel também bombardeou seis áreas, que descreveu como "instalações terroristas", no sul e norte de Gaza, deixando quatro mortos e ferimentos graves em pelo menos dois militantes. Um porta-voz militar afirmou que os alvos atacados foram "um túnel terrorista e três centros de lançamento de foguetes no norte da faixa e dois centros de atividade terrorista no sul".

No domingo, apenas oito horas após a Jihad Islâmica ter anunciado um cessar-fogo , Israel lançou um novo ataque aéreo contra um grupo de milicianos. O bombardeio matou um militante e deixou outro gravemente ferido em Rafah, no sul de Gaza.

Votação na Unesco

Nesta segunda-feira, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) aprovou a concessão aos palestinos do status de membro pleno no órgão , em uma votação que pode impulsionar a tentativa palestina de ter seu Estado reconhecido perante a ONU .

A Unesco é a primeira agência da ONU em que os palestinos buscaram integração como membro total desde que o presidente Mahmoud Abbas entrou com o pedido de uma cadeira na ONU, em 23 de setembro.

Os Estados Unidos já disseram que vetariam a reivindicação palestina na ONU e também são os principais opositores, ao lado de Israel, aos pedidos de que os palestinos sejam membros totais da Unesco e de outros órgãos da ONU.

Mas os palestinos integrarão a Unesco após 107 dos 173 dos países que participaram da votação terem aprovado a proposta. Foram contrários 14, enquanto 52 se abstiveram. O status foi conquistado apesar de, dentro das Nações Unidas, os palestinos serem atualmente classificados como "entidade observadora".

O ministro de Relações Exteriores da Autoridade Palestina, Riyad al-Malki, disse no domingo que esperava obter o apoio necessário.

A votação ocorreu na Unesco nesta segunda-feira depois de 40 representantes do conselho de 58 membros terem determinado no início deste mês que a questão a plenário. Quatro países votaram contra - EUA, Alemanha, Romênia e Letônia - e 14 se abstiveram.

A admissão vista pelos palestinos como uma vitória moral na tentativa de obter a condição de membro pleno da ONU, mas teria um custo para a Unesco. De acordo com a lei americana, a admissão dos palestinos como membro pleno da Unesco levaria a um corte no financiamento dos Estados Unidos , cuja contribuição representa 22% da verba total da agência.

Washington se opôs ao pedido palestino de uma cadeira na ONU sob o argumento de que isso não ajudaria nos esforços de reviver as negociações de paz com Israel, que sofreram colapso no ano passado. Já Israel afirmou que o pedido palestino seria uma politização da agência e que minaria a capacidade de cumprir seu mandato.

Com AP, Reuters e EFE

    Leia tudo sobre: israeljihad islâmicahamasfaixa de gazaoriente médio

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG