Roma, 22 ago (EFE) - A ilha italiana de Lampedusa (sul) recebeu nas últimas 24 horas uma nova onda de mais de 800 imigrantes ilegais, o que voltou a colocar à beira do colapso o centro de abrigo inicial do arquipélago. Nas últimas 24 horas, chegaram à ilha, a mais ao sul do país e a menos de 200 quilômetros do litoral da Líbia, duas embarcações, nas quais viajavam 355 e 349 pessoas, respectivamente, a primeira na quinta e a segunda na manhã de sexta-feira. A imprensa da Guarda de Finanças (Polícia de fronteiras) localizou hoje, a 30 milhas da ilha, outros 132 imigrantes ilegais. Todos os imigrantes que chegam a Lampedusa são transferidos ao centro de primeira acolhida, com capacidade para 800 pessoas e que ficou lotado ao abrigar, atualmente, 1.570 emigrantes, segundo o prefeito da ilha, Bernardino De Rubeis.

Citado pela imprensa local, De Rubeis disse que outros grupos de imigrantes seguiam se aproximando da ilha e "corre-se o risco" de ter de abrigar mais de dois mil indivíduos.

Esta manhã, 90 imigrantes foram transferidos em uma embarcação para a península, e outros 150 deveriam fazer a viagem ao longo do dia de avião.

A imigração ilegal à Itália quase dobrou nos últimos sete meses, quando 15.378 pessoas imigrantes ilegais chegaram via mar, frente aos 8.266 do mesmo período de 2007.

O Governo conservador de Silvio Berlusconi declarou em 25 de julho o estado de emergência no país para poder enfrentar o fluxo de imigrantes que chegaram nos últimos meses. EFE cr/db

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