Mais de 700 morrem em confrontos na Nigéria, diz Cruz Vermelha

MAIDUGURI - Mais de 700 pessoas foram mortas durante o levante de uma facção radical islâmica no norte da Nigéria, e a busca por corpos continua, informaram a Cruz Vermelha e autoridades da área de segurança no domingo.

Redação com agências internacionais |

As trocas de tiros duraram dias na semana passada, à medida que forças de segurança tentavam acabar com o levante de membros do Boko Haram, um movimento militante que quer que a sharia (lei islâmica) seja imposta de forma mais abrangente no país mais populoso da África.


Confronto entre milícia e militares deixou mais de 700 mortos / AP

A violência foi registrda em vários Estados, mas Maiduguri, capital do Estado de Borno onde o líder da facção Mohammed Yusuf tinha sua base, presenciou as lutas mais duras.

"Pelas nossas contas, o número de vítimas é de 780 até agora... Uma equipe conjunta de operação está procurando corpos por toda a cidade", disse Aliiyu Maikano, responsável por gestão de conflitos na Cruz Vermelha nigeriana.

Confrontos violentos

Os confrontos no norte da Nigéria começaram no domingo em Bauchi, quando uma delegacia da polícia foi atacada pela guerrilha Boko Haram, o que desencadeou um tiroteio que deixou 41 mortos e que derivou em combates entre as forças governamentais e os insurgentes, que não pararam desde então.

O governo também anunciou que pelo menos mil pessoas fugiram de seus lares após os confrontos em Maiduguri, o que eleva a mais de quatro mil o número de deslocados desde o início dos combates.

Grupo "Boko Haram"

O grupo Boko Haram ("Educação é proibida", em tradução livre) é liderado por Mohammed Yusuf e luta contra o sistema de educação ocidental. O grupo acredita que o governo nigeriano foi corrompido pelas ideias do Ocidente. Eles desejam impor a lei islâmica, a Sharia, em todo o país.

A população local também se refere ao Boko Haram como "Taleban", embora não existam laços conhecidos entre os nigerianos e os milicianos do Afeganistão.

A população nigeriana, de cerca de 150 milhões de pessoas, é dividida quase que igualmente entre muçulmanos e cristãos e os dois grupos convivem de forma pacífica, apesar dos episódios ocasionais de violência.

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