Primeiro-ministro do Japão enfrenta duras críticas desde terremoto seguido de tsunami que devastou aéreas do país em março

Naoto Kan fala durante um fórum sobre energia em Chino, na região de Nagano (31/07)
AP
Naoto Kan fala durante um fórum sobre energia em Chino, na região de Nagano (31/07)
Uma pesquisa publicada pelo jornal econômico Nikkei nesta segunda-feira afirmou que 65% dos japoneses querem a renúncia do primeiro-ministro Naoto Kan antes do fim do mês.

O premiê enfrenta duras críticas desde o terremoto seguido de tsunami que devastou áreas do país em 11 de março.

Os resultados da pesquisa, realizada durante o fim de semana, indicam que 49% dos entrevistados querem que Kan renuncie o mais rápido possível e 16% acreditam que deveria renunciar antes de terminar agosto.

A porcentagem total dos que desejam que o primeiro-ministro do Japão deixe seu posto antes do dia 31 de agosto subiu cinco pontos em relação ao mês passado.

O índice de popularidade do governo de Kan caiu para 19%, a primeira vez que um gabinete do Partido Democrata (PD) baixa de 20%, enquanto a porcentagem de pessoas que desaprovam o atual Executivo subiu para 73%.

Metade dos entrevistados, 3% mais que no mês passado, acredita que o uso da energia nuclear deveria ser reduzido, contra 24% que acreditam que deveria se manter nos níveis atuais e 21% que defendem o abandono total da energia nuclear.

No entanto, 53% consideram que os reatores nucleares japoneses parados desde o acidente na usina de Fukushima deveriam ser reativados, uma vez que as inspeções garantam que são seguros, enquanto 38% não querem que retomem sua atividade.

A respeito dos planos de reconstrução do governo para as regiões mais afetadas pelo terremoto e o tsunami, 59% se mostram a favor de uma alta temporária de impostos para financiar o processo, contra 32% que se opõem.

Com EFE

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