Mais de 5.500 pedidos de terras ociosas no primeiro dia de entregas em Cuba

Mais de 5.500 camponeses cubanos pediram para explorar terras ociosas em usufruto, no primeiro dia do processo de entrega iniciado pelo governo de Raúl Castro, em resposta à escassez de alimentos após a passagem destruidora dos furacões Ike e Gustav, informou nesta quinta-feira uma fonte oficial.

AFP |

"No primeiro dia (quarta-feira) do processo de entrega de terras estatais ociosas, foram registrados no país 5.515 pedidos, com destaque para a província de Granma (sudeste), que totalizou 725", destacou o Ministério da Agricultura (Minag), em um relatório divulgado pelo jornal oficial Granma.

O Minag indicou que a maior parte dos pedidos correspondeu ao interesses dos camponeses e cooperativistas de trabalhar as esferas de cultivos variados e gados.

A medida foi aprovada em julho por Raúl Castro como parte das mudanças que vem empreendendo desde que assumiu a presidência em fevereiro, e após declarar a produção de máxima segurança nacional, em um país com 50% de suas terras agrícolas subutilizadas e que este ano importará alimentos no valor de 2,5 bilhões de dólares, 1.100 a mais que em 2007.

As terras serão entregues a particulares por prazos de dez anos prorrogáveis, com no máximo de 13,42 hectares (ha). Nos casos em que a pessoa já possui propriedade ou usufruto, o lote não pode passar de 40,26 hectares.

A medida estabelece que os produtores devem pagar um imposto, cuja quantia não foi precisada, e não podem vender nem ceder a terra.

Ike e Gustav, que assolaram Cuba entre 30 de agosto e 9 de setembro, provocaram sete mortos e dezenas de milhares de desolcados, afetaram meio milhão de casas, deixaram cerca de 5 bilhões de dólares em perdas, com cultivos e infra-estrutura agrícola, social e energética danificados ou destruídos, segundo dados preliminares.

rd/lm/fp

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