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Mais de 40 mortos em atentado contra embaixada da Índia em Cabul

Um atentado suicida contra a embaixada da Índia em Cabul, capital afegã, matou pelo menos 41 pessoas - incluindo um adido militar, um diplomata e dois guardas de segurança indianos - e deixou mais de 140 feridos, informou um porta-voz do ministério do Interior afegão, Najib Nikzad.

AFP |

Segundo o ministério afegão do Interior, esse atentado foi realizado "em coordenação e com a assistência de círculos da inteligência regional".

Indagado se essa declaração significava uma acusação contra o vizinho Paquistão, o porta-voz do ministério, Zemarai Bashary, preferiu não fazer comentários.

Este é o atentado com bomba com maior número de vítimas fatais na capital afegã desde o início da rebelião das milícias islamitas talibãs, expulsas do poder em 2001 por uma coalizão militar liderada pelos Estados Unidos.

Um suicida explodiu um carro-bomba contra a barreira da embaixada indiana, em pleno centro de Cabul, segundo outra fonte do ministério do Interior, Zemarai Bashary.

Em Nova Délhi, fontes governamentais indicaram que o adido da Defesa, general de brigada Mehta, morreu na explosão, assim como um diplomata e dois seguranças da delegação.

A Índia é um fiel aliado do governo do presidente afegão Hamid Karzai, que enfrenta uma insurreição dos talibãs cada vez mais intensa, apesar da presença no país de 70.000 soldados das duas forças multinacionais, entre eles um importante contigente encarregado da segurança na capital.

O governo indiano condenou firmemente o atentado e reafirmou sua aliança com Cabul. "Tais atos de terror não nos desviarão de nosso compromisso com o governo e o povo afegãos", indica um comunicado emitido em Nova Délhi.

Os Estados Unidos, para quem Cabul é um aliado-chave em sua "guerra contra o terrorismo", condenou com firmeza "um ato de violência inútil", e a Comissão Européia falou de "um ataque terrorista contra civis inocentes".

"Condenamos este ato desnecessário de violência e oferecemos nossas sinceras condolências aos feridos e, especialmente, àquelas famílias que perderam seus entes amados", afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe.

Cabul, até então dois anos a salvo dos ataques, sofreu nos últimos meses atentados suicidas cometidos pelos rebeldes muçulmanos radicais, principalmente talilbãs, que antes concentravam suas ações em seus redutos do sul e do leste do país.

No entanto, os talibãs desmentiram qualquer envolvimento no ataque contra a embaixada. "Não fizemos isso", assegurou por telefone à AFP um de seus porta-vozes, Zabihulá Mujahid.

Os talibãs demonstraram seu poderia em 27 de abril, quando um comando abriu fogo na direção da tribunal oficial de um desfile militar onde se encontrava o presidente Karzai.

O chefe de Estado não foi alcançado, mas um deputado e dois civis morreram.

sak-br/cn

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