Mais de 350 proteínas diferenciam gravidezes in vitro das naturais

Redação Central, 30 jan (EFE).- Nas gravidezes resultantes de um tratamento por fecundação in vitro estão envolvidas mais de 350 proteínas que não se encontram na gestação de fetos concebidos de forma natural.

EFE |

Assim afirmam cientistas da Universidade de Oulu (Finlândia), que apresentaram hoje os resultados de sua pesquisa na reunião anual da Sociedade de Medicina Materno-Fetal dos Estados Unidos.

Motivada a descobrir porque as mulheres que se submetem a tratamentos de fecundação in vitro têm maiores complicações durante a gravidez que aquelas que conceberam seu filho de forma natural, a equipe de pesquisadores colocou mãos à obra para lançar uma luz sobre o assunto.

Após analisar as proteínas de 110 mulheres grávidas - 55 por concepção natural e outras 55 por fecundação in vitro - nas semanas 12 e 19 da gestação, descobriram que havia 368 proteínas diferentes nas mães que utilizaram técnicas de fertilidade em laboratório.

Essas proteínas, presentes na semana 12, mas já desaparecidas na 19 - à exceção da PSG1 -, são importantes para a formação da placenta: são de matriz extracelular, citoesqueléticas, vasculares, de complemento e de transporte.

Os responsáveis pelo estudo dizem que existe um grande desconhecimento neste campo de pesquisa.

De fato, reconhecem não saber sequer as funções que desempenham a maioria das proteínas encontradas nas mulheres submetidas a tratamentos de fecundação in vitro.

No entanto, estão convencidos de que, com este estudo como ponto de partida, uma pesquisa mais profunda terminará descobrindo as causas dos resultados negativos e as complicações da fecundação in vitro. EFE vmg/ma

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