Mais de 31 mil deslocados internos começam a retornar para a Ossétia do Sul

Moscou, 14 ago (EFE).- Os mais de 31 mil deslocados internos que abandonaram Tskhinvali, capital da região separatista da Ossétia do Sul, como conseqüência das ações militares georgianas começaram a retornar para suas casas, informa um comunicado publicado hoje no site oficial do Governo local.

EFE |

"Por enquanto já retornaram para a Ossétia do Sul mais de 12 mil pessoas", diz por sua vez o "Diário Oficial" da agência russa responsável por atenuar as seqüelas do conflito armado.

Segundo informações desta agência, mais de 31 mil pessoas cruzaram a fronteira russa, das quais 25.500 foram evacuadas, entre elas mais de 7 mil crianças.

"O Serviço Federal de Migração está realizando um registro dos deslocados e até o dia 13 tinham sido inscritas oficialmente 17 mil pessoas", diz o texto.

Os deslocados retornam para suas casas com a esperança de evitarem que seus bens sejam saqueados por criminosos que atuam na região.

A maior parte das casas em Tskhinvali acabou destruída em vários dias de bombardeios, primeiro georgianos e depois russos, o que fez com que o Governo da Rússia tenha prometido reconstruir a cidade.

Entretanto, no terceiro dia após o fim das ações militares os pequenos comerciantes voltaram a abrir as portas de seus estabelecimentos, nos quais a população pode encontrar os produtos que restam em suas estantes desde antes das ações militares, como remédios básicos, soda, chá e especiarias.

Nenhum destes produtos passa dos 100 rublos (US$ 4) e são vendidos a preços simbólicos de 5, 10 ou 20 rublos, informou a agência "RIA Novosti".

Os artigos de primeira necessidade se esgotaram há algum tempo, disse a proprietária de um destes pequenos estabelecimentos.

"Dividimos água, pão, sal e fósforos entre nossos conhecidos e entre aqueles que mais precisam. Agora temos que ir para a Ossétia do Norte e para a região de Stávropol para comprar produtos para poder vendê-los aqui, mas por enquanto não temos gasolina", declarou.

Em Tskhinvali, furgões do Ministério de Situações de Emergência da Rússia circulam durante as 24 horas do dia para abastecer a população com mantimentos e água potável, assim como com equipamento e material para restabelecer a energia elétrica e o abastecimento de água.

Já a ministra da Saúde e Desenvolvimento Social da Rússia, Tatiana Gólikova, visitou vários hospitais de Vladikavkaz, capital da república russa da Ossétia do Norte.

"Por que desejam acabar com nossa população, por que destroem nossas casas, nossos bens, por que nos tiram de nossa terra?", são as perguntas feitas pelos deslocados, segundo a ministra, em alusão às tropas georgianas.

Além disso, afirmou que desde 8 de agosto chegaram aos hospitais da Ossétia do Norte 485 pessoas, das quais 446 foram internadas.

"Após visitar os centros hospitalares e conversar com os familiares das vítimas pude constatar que as pessoas têm muita vontade de retornar para casa", declarou. EFE egw/fal

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