Mais de 200 são retiradas de rancho de seita no Texas após denúncia de abusos

Mais de 200 mulheres e meninas já foram retiradas desde a quinta-feira do rancho pertencente a uma seita poligâmica no Estado do Texas, nos Estados Unidos. O rancho foi alvo de uma ação policial após as acusações de que uma adolescente de 16 anos havia sofrido abusos físicos e sexuais no local.

BBC Brasil |

As autoridades do Texas estariam investigando informações de um casamento entre a menina e um homem de 50 anos. A adolescente teria tido um filho quando tinha 15 anos de idade.

Pela lei do Texas, meninas com menos de 16 anos não podem casar, mesmo com aprovação dos pais.

O proprietário do rancho na cidade de San Antonio é o líder da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Últimos Dias (FLDS, sigla em inglês), Warren Jeffs, que foi preso em novembro por 10 anos por cumplicidade em um estupro.

Jeffs foi condenado após ter forçado uma adolescente de 14 anos a se casar com seu primo.

Julgamentos

O líder religioso, que se proclama profeta, aguarda outros julgamentos no Arizona, em que é acusado de ser cúmplice em quatro casos de incesto e conduta sexual com uma menor de idade fruto de dois casamentos arranjados.

A seita, que tem cerca de 10 mil seguidores e domina as cidades de Colorado City, no Arizona, e Hildale, em Utah, é uma dissidência da igreja Mórmon.

Os integrantes da seita acreditam que o homem precisa casar com pelo menos três mulheres para subir ao céu. As mulheres, por sua vez, são ensinadas que seu caminho para o céu é a subserviência ao marido.

A poligamia é ilegal nos Estados Unidos, mas as autoridades relutam em enfrentar a FLDS por medo de provocar uma tragédia similar à que aconteceu em 1993 na sede da seita Ramo Davidiano, em Waco, no Texas, quando 80 fiéis morreram em choques com a polícia.

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