Mais de 200 mortos nos piores combates em 18 meses no Sri Lanka

O Sri Lanka conheceu nesta quarta-feira os combates mais acirradas em um ano e meio que fizeram pelo menos 200 mortos, segundo diferentes balanços de uma violenta ofensiva do exército repelida pelos rebeldes separatistas no norte da ilha.

AFP |

Os Tigres para a Libertação do Eelam Tâmil (LTTE) afirmaram ter matado pelo menos 100 soldados, enquanto o exército declara que mais de 100 rebeldes tâmeis morreram durante a violenta ofensiva.

O movimento rebelde Tigres para a Libertação do Ealam Tâmil (LTTE) assegurou, por sua parte, ter, matado mais de cem militares e admitiu apenas 16 baixas em suas fileiras.

Um balanço não oficial cita 127 o número de soldados mortos ou desaparecidos.

O LTTE afirmou ainda que 400 oficiais teriam sido feridos na península de Jaffna.

Os dois lados se enfrentam diariamente no norte do Sri Lanka, onde uma parte do território está, de fato, sob controle da guerrilha.

O governo de Colombo afirma que suas tropas mataram a 3.025 rebeldes desde 1º de janeiro e reconhece ter perdido 195 soldados no mesmo período.

Em conflito desde 1972, os tigres tâmeis - de religião hinduísta - lutam pela independência do norte e nordeste do Sri Lanka, país povoado em 75% por cingaleses budistas.

Entre 60.000 e 70.000 pessoas morreram nos últimos 30 anos neste conflito.

Independente desde o dia 4 de fevereiro de 1948, o antigo Ceilão de 20 milhões de habitantes vive o mais velho conflito da Ásia, uma guerra onde alternam fases de combates, atentados e períodos de calma.

No norte, os confrontos em terra e os bombardeios seguem num crescendo desde a ruptura em janeiro de um cessar-fogo permanente, assinado em fevereiro de 2002 com o patrocínio da Noruega.

aj/cn/sd

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