Mais de 200 feridos em protesto em Seul contra carne americana

Mais de 200 pessoas ficaram feridas em confrontos entre a polícia e os participantes de uma manifestação em Seul contra a retomada das importações de carne bovina dos Estados Unidos, assinalaram neste domingo testemunhas e funcionários do governo.

AFP |

A polícia utilizou canhões de água contra os manifestantes, armados com paus e barras de metal destruíram janelas de um ônibus policial e queimaram objetos nas ruas.

Também foram lançadas pedras, que feriram alguns manifestantes na cabeça, de acordo com testemunhas.

A polícia em Seul informou que 55 manifestantes foram presos durante os incidentes, que ocorreram durante toda a noite de sábado para domingo. Segundo a polícia, 114 policiais ficaram feridos, 15 deles gravemente.

"Alguns de nossos policiais sofreram ferimentos graves, um deles está com uma fratura no crânio", disse à AFP um porta-voz da polícia.

Por sua vez, os organizadores do protesto afirmaram que centenas de participantes foram feridos.

A violência começou no sábado à tarde, quando a polícia tentou interromper a marcha de milhares de manifestantes que se dirigiam a sede da presidência depois de ter participado de um protesto popular que reuniu cerca de 15.000 pessoas.

A decisão do governo de Seul de retomar as importações de carne bovina dos Estados Unidos provocou nas últimas semanas inúmeras manifestações, diante do temor dos sul-coreanos da doença da vaca louca e seu desacordo com a política governamental em geral.

Devido aos protestos populares, o governo de Seul negociou nos últimos dias com as autoridades de Washington uma série de salvaguardas para as importações. Além disso, ambos os governos enfatizaram que a carne é segura.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, aproveitou sua curta visita a Seul no sábado para pedir confiança aos sul-coreanos, garantindo que a carne do seu país é segura.

A Coréia do Sul assinou um acordo em abril para retomar as importações de carne bovina dos Estados Unidos, que foi retomada de fato na quinta-feira.

Elas estavam suspensas desde 2003, após ser descoberto um caso de vaca louca em um animal americano.

jkw/fb

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