Mais de 20 países e ONGs estarão na conferência sobre o Haiti no Canadá

Toronto (Canadá), 23 jan (EFE).- Cerca de 20 países e organizações internacionais confirmaCerca de 20 países e organizações internacionais confirmaram presença na reunião que será realizada nesta segunda-feira em Montreal para coordenar a ajuda internacional ao Haiti após o terremoto de 12 de janeiro.

EFE |

Por enquanto, as autoridades canadenses assinalaram que os responsáveis de Assuntos Exteriores do Brasil (Celso Amorim), dos Estados Unidos (Hillary Clinton), e da França (Bernard Kouchner), assim como o primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive, participarão da reunião.

Ottawa acrescentou que também estarão em Montreal representantes da Argentina, Chile, Costa Rica, Espanha, República Dominicana, Jamaica, Japão, México, Peru, Uruguai, Espanha e do Banco de Desenvolvimento Caribenho (Caricom) o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o FMI, a OEA, o Banco Mundial, a ONU e ONGs.

Um dos temas urgentes diz respeito às necessidades imediatas da população.

As autoridades haitianas anunciaram planos de alojar 550 mil desabrigados em uma cidade provisória com tendas de acampamento fora da capital Porto Príncipe.

Além disso, a temporada de furacões começa em cinco meses, o que acrescentará mais problemas às milhares de pessoas que ficaram sem casa.

Outro problema que a conferência de Montreal tratará de responder é o possível fluxo de refugiados e imigrantes haitianos a países da região, especialmente para a República Dominicana.

A conferência vai abordar ainda as bases para uma cúpula de líderes, à qual poderia participar o presidente americano, Barack Obama.

O objetivo final da cúpula seria a reconstrução do país mais pobre do continente americano com um "Plano Marshall", segundo a ideia lançada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que permita a sobrevivência de longo prazo do Haiti.

O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti ocorreu às 19h53 de Brasília do dia 12 de janeiro e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti. EFE jcr/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG