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Mais de 20 mil civis morreram no Sri Lanka, diz The Times

Londres, 29 mai (EFE).- Mais de 20 mil civis perderam a vida nos últimos combates do conflito no Sri Lanka, em sua maioria como consequência dos ataques das tropas governamentais, denuncia hoje o diário britânico The Times.

EFE |

Segundo documentos recolhidos pelo jornal, entre eles fotografias aéreas, o Exército cingalês lançou uma forte ofensiva no final de abril que durou cerca de três semanas e que matou milhares de civis.

Documentos confidenciais das Nações Unidas que o "Times" também teve acesso indicam que cerca de sete mil civis perderam a vida na área de cessar-fogo até o fim de abril.

Fontes da ONU disseram que a partir desse momento aumentaram as mortes de civis com uma média diária de mil até 19 de maio, dia em que foi morto Velupillai Prabhakaran, líder dos Tigres Tâmeis.

Esse número é compatível com os cálculos do padre Amalraj, um sacerdote católico que fugiu da área de cessar-fogo em 16 de maio e que está agora com outros 200 mil sobreviventes no campo de refugiados de Manik Farm.

As autoridades cingalesas disseram que suas forças suspenderam o uso de artilharia pesada em 27 de abril e respeitaram a área de cessar-fogo onde se refugiavam 100 mil civis tâmeis, muitos deles mulheres e crianças.

Ao mesmo tempo, culparam os Tigres Tâmeis por todas as mortes, já que, segundo as autoridades, os rebeldes tinham se escondido entre a população civil.

Uma das fotografias publicadas pelo "Times" mostra a destruição de um campo de refugiados, enquanto em outras aparecem os locais usados pelos Tigres Tâmeis perto desse acampamento.

Um porta-voz da diplomacia cingalesa negou em Londres as acusações do jornal, e disse que "se morreram civis, foi pelas ações dos rebeldes, que se dedicaram a matar quem tentava escapar". EFE jr/mh

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