Mais de 2 mil estão detidos por distúrbios étnicos na China

Pequim, 4 ago (EFE).- As autoridades chinesas informaram hoje sobre a detenção de outras 718 pessoas relacionadas aos protestos étnicos que deixaram, cerca de de 200 mortos em 5 de julho, no noroeste da China, e com isso o número de detidos supera 2 mil.

EFE |

"Um total de 718 pessoas foi detida nesta terça-feira por envolvimento nos distúrbios de julho, que deixaram 197 mortos e mais de 1,6 mil feridos", disse Chen Zhuangwei, chefe do Birô de Segurança Pública de Urumqi, capital da região de Xinjiang e onde ocorreram os enfrentamentos.

Os 718 detidos se somariam às 319 detenções de ontem, às 253 de 29 de julho e às mais de 1,4 mil realizadas um dia depois dos distúrbios.

Segundo as fontes, "os detidos enfrentam acusações de assassinato, dano proposital, provocação de incêndio e roubo".

Além disso, os grupos uigures no exílio indicaram que o número real de mortos devido às revoltas poderia ser de 800, e acusaram as autoridades chinesas de esconder os mortos uigures.

Os uigures acusam o Governo chinês de reprimir e segregar sua cultura, e de torturar seus membros ou executá-los sob falsas acusações de terrorismo, enquanto Pequim conseguiu incluir em 2001 os independentistas uigures na lista de terroristas internacionais.

Os protestos em Urumqi ocorreram depois que vários uigures morreram linchados por chineses em uma fábrica de brinquedos de Cantão em 26 de junho, e as autoridades não fizeram nada para localizar os culpados pelo linchamento. EFE mmp/an

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