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Mais de 18 mil estão soterrados em cidade chinesa, diz agência

PEQUIM - O número geral de mortos no terremoto da última segunda-feira na província chinesa de Sichuan subiu para mais de 12 mil, informou nesta terça-feira a agência oficial Xinhua. A China ainda disse que mais de 18 mil pessoas estão soterradas nos escombros da cidade de Mianyang, próxima ao condado de Wenchuan, o epicentro do tremor, onde aproximadamente outras 3.600 mortes já foram confirmadas. Chuvas atrapalham as operações de resgate nas áreas mais devastadas.

Redação com agências internacionais |

 

             Na província de Sichuan, cerca de 900 alunos foram soterrados (Foto: Reuters)

 

Este novo balanço de vítimas mortais do maior terremoto no país há três décadas foi anunciado hoje por um porta-voz das equipes de resgate, que são comandadas pelo primeiro-ministro, Wen Jiabao.

"Atualmente se desconhece a situação exata em Wenchuan (epicentro), Lixian e Maoxian, porque as equipes de resgate ainda não puderam chegar a estas áreas", disse Wen.

"Temos muitas dificuldades para realizar os trabalhos de resgate, pois os caminhos estão bloqueados, as comunicações cortadas e a contínua chuva dificultam muito nossos esforços", afirmou.

As difíceis condições meteorológicas, com chuvas que devem durar vários dias, complicam os trabalhos de resgate de milhares de desabrigados pelo terremoto registrado na segunda-feira na zona montanhosa da província sudoeste chinesa de Sichuan.

Quatro helicópteros militares que tentaram na madrugada passada aterrissar em Wenchuan se viram obrigados a retornar a Chengdu, capital da província.

O governo chinês convidou nesta terça-feira a comunidade internacional a enviar ajuda para os desabrigados pelo terremoto.

"A China já abriu canais internacionais para receber doações e dá as boas-vindas à ajuda internacional", disse o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores Qin Gang.

Soldados

Segundo a agência de notícias Xinhua mais de 16 mil soldados chineses se juntaram às operações de resgate na província de Sichuan.

Outros 34 mil membros das forças armadas dos comandos militares de Jinan e Chengdu estão avançando em direção às regiões de desastre em aviões, trens, caminhões e a pé.

O governo também enviará 20 aviões militares para transportar as forças armadas e a polícia.

Ainda de acordo com a Xinhua, na manhã de terça-feira uma equipe de 227 médicos do setor militar da China e sismologistas chegou à cidade de Dujiangyan.

O número de mortos deve aumentar ainda mais quando as equipes conseguirem fazer contato com o epicentro do tremor, em Wenchuan, que tem uma população de 111,8 mil habitantes e é famosa por abrigar um centro de reprodução ursos panda gigantes.

Uma autoridade da cidade, Wang Bin, pediu ajuda por meio de um telefone via satélite.

"Precisamos urgentemente de barracas, alimentos, remédios e equipamentos de comunicação", afirmou. "Também precisamos de funcionários médicos para salvar as pessoas feridas."

Prédios destruídos

Apenas em um condado, Beichuan Qiang, onde estima-se que até 80% das construções foram destruídas, o número de mortos está entre 3 e 5 mil pessoas.



Chineses por todo o país se mobilizam para doar sangue às vítimas (Foto: AFP)

Em Shifang, duas fábricas de químicos desmoronaram e centenas de pessoas estão presas nos escombros. Cerca de 80 toneladas de material corrosivo vazaram e 6 mil pessoas tiveram de ser evacuadas e, segundo a Xinhua, 600 pessoas morreram.

O terremoto desta segunda-feira chegou a 7,8 pontos na escala Richter e foi o pior a atingir a China nos últimos 30 anos.

A última vez que um abalo dessa magnitude foi registrado na China foi em julho de 1976, quando um terremoto destruiu a cidade de Tangshan, no norte do país, e matou pelo menos 242 mil pessoas.

O terremoto também foi sentido em Pequim, Xangai e alguns lugares de Hong Kong.

O último terremoto a afetar a China foi registrado em 21 de março e alcançou 7,2 graus na escala Richter, atingindo a região de Xinjiang. Mas o abalo causou pouca destruição em comparação com o terremoto da segunda-feira.

 

(Com informações da EFE e BBC Brasil)

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