Mais de 100 seguem desaparecidos por naufrágio em Papua Nova Guiné

Desde quinta, foram resgatados 247 sobreviventes. Mau tempo força suspensão de trabalhos de busca, que devem ser retomados sábado

iG São Paulo |

Por causa do mau tempo, equipes de resgate tiveram de parar na manhã desta sexta-feira as buscas por mais de 100 desaparecidos no naufrágio de um navio na costa leste Papua Nova Guiné, com temores de que muitos tenham ficado presos dentro da embarcação.

EFE
Alice Kabamara, de 30 anos, recupera-se de naufrágio de balsa em Papua Nova Guiné em hospital em Lae
A expectativa é de que os trabalhos sejam retomados no sábado. As equipes encontraram nesta sexta apenas um sobrevivente, após terem resgatado 246 na quinta-feira , disse o primeiro-ministro Peter O'Neill.

Saiba mais: Embarcação com cerca de 350 a bordo afunda em Papua Nova Guiné

O Rabaul Queen navegava entre a localidade turística de Kimbe, situada na ilha de Nova Bretanha, e Lae, no litoral nordeste da ilha de Papua, quando afundou na madrugada de quinta-feira a cerca de 80 km do local onde ancoraria.

Rony Naigu, membro da equipe de resgate de Papua Nova Guiné, disse que os desaparecidos podem estar dentro do navio, que pouco antes de afundar foi atingido por três grandes ondas, informou a rádio australiana ABC.

Alice Kakamara, um dos 247 resgatados, relatou à ABC que, quando houve o naufrágio, "o mar estava revolto, havia vento e grandes ondas". "O navio inclinou uma vez, duas e na terceira virou. Havia combustível por todos os lados", explicou a mulher de 30 anos, que está internada em um hospital de Lae, a segunda maior cidade de Papua Nova Guiné.

Muitos sobreviventes foram atendidos por terem inalado substâncias tóxicas, além de apresentarem fraturas ósseas e estresse. "Nenhum deles tem ferimentos graves", disse o presidente da Câmara de Comércio de Lae, Alan McLay, ao canal de televisão Sky News.

As autoridades do país, que até agora não registraram nenhuma morte, tentam elaborar uma relação dos desaparecidos com as informações fornecidas pelas famílias. Muitos parentes se reuniram no escritório da empresa Rabaul Shipping, que foi apedrejado na noite de quinta-feira por pessoas angustiadas pela falta de notícias, informou a imprensa local.

A companhia proprietária do navio confirmou que cerca de 350 pessoas, entre elas 12 membros da tripulação, viajavam na balsa de 22 anos construída no Japão, cuja capacidade máxima era de 310 passageiros. Alguns sobreviventes relataram à rádio neozelandesa que o número de passageiros ultrapassava em cerca de 200 a capacidade permitida.

O inspetor Samson Siguyaru disse que a maioria dos passageiros era formada por estudantes que retornavam para o início do ano letivo.

*Com AP e EFE

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