Nova Délhi - A guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE) assegurou hoje que mais de 100 civis morreram em um ataque com artilharia das tropas do Sri Lanka contra um hospital situado no último reduto sob controle rebelde no norte da ilha.

Um médico citado pelo portal "Tamilnet", aliado da guerrilha, assegurou que aproximadamente 40 crianças ficaram gravemente feridas e que muitas outras morreram no ataque, ocorrido nesta quarta-feira.

O centro médico, improvisado em uma escola do povoado de Mullaivaikkal, sofreu três ataques de artilharia nos últimos cinco dias, segundo a guerrilha, que mencionou também a escassez de pessoal no hospital para tratar o grande número de feridos.

O "Tamilnet" citou "cálculos" que situam entre 200 e 500 os mortos e em mais de dois mil os feridos por ataques do Exército nas últimas 24 horas na "zona de segurança" marcada pelo Governo para que os civis se refugiem.

Segundo a guerrilha, muitos dos feridos morrerão antes de poder ser atendidos, por causa da escassez de pessoal e remédios e a impossibilidade, pelos combates, de que o ferry da Cruz Vermelha possa chegar à região para retirar quem se feriu.

O Exército cingalês mantém uma constante ofensiva contra os "tigres tâmeis", que resistem junto a 50 mil civis isolados pelos combates em uma faixa litorânea de quatro quilômetros quadrados no distrito nordeste de Mullaitivu.

Os LTTE lutam desde 1983 para conseguir um Estado independente nas áreas da ilha onde predomina a etnia tâmil, ou seja, o norte e o leste do país.

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