Mais de 100 mil saem às ruas em apoio a governo na Hungria

País precisa de respaldo da União Europeia para negociar empréstimo com o FMI

Reuters |

Mais de 100 mil pessoas participaram de uma manifestação neste sábado de apoio ao governo da Hungria, que está se preparando para enfrentar uma dura disputa com a União Europeia para garantir um empréstimo vital ao país. Chamada de "Marcha da Paz", a manifestação foi a maior desde que o governo atual assumiu o poder em maio de 2010.

O primeiro-ministro de centro-direita Viktor Orban, acusado por Bruxelas de ameaçar a independência da mídia, do judiciário e do Banco Central, recuou durante a semana para tentar sustentar a enfraquecida moeda húngara forint e manter o acesso aos mercados financeiros.

O governo informou que vai resolver os detalhes das mudanças legais necessárias até segunda-feira, depois que a Comissão Europeia apontou violações nas três áreas e concluiu que as novas leis de Budapeste não respeitaram as regras da UE.

Na terça-feira, Orban viaja para Bruxelas, onde tentará chegar a um acordo político com o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, para poder começar as negociações formais com a UE e o Fundo Monetário Internacional (FMI), sobre um empréstimo.

Menos apoio
Apesar da demonstração deste sábado, em meio às discussões diplomáticas e oscilações de mercado, o governo também viu o apoio popular diminuir e grandes manifestações contra a sua política têm acontecido regularmente.

De acordo com uma pesquisa de opinião recente, 84% da população pensa que as coisas estão indo na direção errada, embora a oposição esteja fragmentada e o partido da situação Fidesz ainda tenha o apoio de cerca de 1,5 milhões de eleitores, num país com 10 milhões.

"Aqueles que estão aqui, muitos de nós, também pensam que as coisas não estão indo bem", disse Bela Petrik, uma estudante de economia, de 22 anos de Budapeste, enquanto as pessoas se reuniam na Praça Heróis para uma manifestação em direção ao parlamento. "Mas esses erros não devem levar a ataques especulativos que não servem aos interesses de ninguém, a não ser aos dos especuladores."

Reuters
Manifestação mostra que atual governo da Hungria ainda tem grande apoio popular

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