Polícia deteve 1.401 opositores que pediam eleições transparentes no país governado há 65 anos pela mesma coalizão

Mais de 1,4 mil pessoas foram detidas neste sábado em Kuala Lumpur, capital da Malásia, durante uma grande manifestação que pedia reformas eleitorais e transparência, anunciou o chefe da polícia local.

"Na reunião ilegal, a polícia prendeu 1.401 pessoas e estamos investigando os indíviduos detidos, principalmente pelo fato de realizar uma reunião ilegal", afirmou o chefe da polícia, Ismail Omar.

Polícia dispara gás lacrimogêneo contra manifestantes na capital Kuala Lumpur
EFE
Polícia dispara gás lacrimogêneo contra manifestantes na capital Kuala Lumpur
Segundo eles, os manifestantes foram detidos porque "os organizadores rejeitaram a oferta de realizar a manifestação em um local mais adequado", fora da capital.

Para reprimir os protestos, a polícia lançou gases lacrimogêneos contra cerca de 2 mil manifestantes congregados na Praça Merdeka.

O líder opositor Anwar Ibrahim sofreu contusões na cabeça e um corte na perna depois que a polícia dispersou a manifestação, anunciada há várias semanas e convocada por 60 organizações reunidas sob a bandeira Bersih 2.0 ("limpo", em malaio), com apoio dos partidos de oposição.

Regras

Na Malásia, as manifestações são ilegais se não contarem com a permissão das autoridades. Nas últimas semanas, a polícia deteve 150 ativistas do Bersih, dos quais 30 permanecem presos e 91 foram expulsos de Kuala Lumpur.

A Malásia é governada pela mesma aliança de partidos desde a independência, em 1965, e o primeiro-ministro sempre foi da Organização Nacional para a Unidade Malaia (UNMO).

*Com AFP

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