Mais da metade dos corpos do acidente da Spanair já identificados

Cinco dias depois do acidente com o avião da companhia aérea Spanair no aeroporto de Madri, mais da metade dos corpos dos 154 passageiros mortos foi identificada, segundo divulgaram as autoridades nesta segunda-feira, enquanto prosseguem as investigações sobre as causas da tragédia.

AFP |

Já há mais de 90 vítimas identificadas, mas ainda restam 63 por confirmar, anunciou o ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba.

"Encontramos mais dificuldade que as previstas devido ao mau estado de alguns corpos", explicou à imprensa.

Já o diretor-geral de Aviação Civil, Manuel Bautista, declarou que a Spanair passou desde janeiro por mais de 100 inspeções, defendendo a segurança da companhia.

"Em todas as inspeções não detectamos qualquer problema que afetasse a segurança nem estivesse relacionado com sua política de redução de custos", assegurou o chefe da Aviação Civil, subordinado ao ministério do Desenvolvimento e máxima autoridade em segurança seguridad aeronáutica.

Bautista defendeu também a segurança aérea na Espanha argumentando que sua direção, na qual trabalham 417 pessoas, aumentou em 40% seu pessoal em quatro anos e faz um enorme esforço de multiplicação do número de inspeções.

No domingo, outro avião MD-82 da Spanair interrompeu seu vôo entre Barcelona e o arquipélago das Canárias após um incidente técnico sem gravidade.

O avião teve de aterrissar na manhã deste domingo em Málaga, na Andaluzia (sul), depois que o piloto informou um incidente.

"São incidentes que acontecem regularmente, é a vida diária de todas as companhias", declarou um porta-voz da Spanair, sem indicar a natureza do problema.

O avião que apresentou defeito neste domingo é um MD-82, o mesmo modelo que caiu na quarta-feira.

Os 141 passageiros foram levados para um hotel para pegar outro avião na segunda-feira.

A polícia espanhol investiga agora se a perda de potência dos motores provocou o acidente de quarta-feira.

O avião decolou meio quilômetro depois do ponto regulamentar, o que "induz os investigadores a pensar que os motores não proporcionaram a potência necessária para levantar o avião", segundo a imprensa local, citando fontes ligadas à investigação preliminar da Guarda Civil.

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